Seul - O presidente Barack Obama encontrou-se ontem com o presidente chinês Hu Jintao e com a chanceler alemã Angela Merkel.
No breve encontro que tiveram, o presidente Obama e Hu Jintao não mencionaram a disputa que opõe os dois países em matéria cambial, e que é o tema principal desta cúpula tanto no plano bilateral como ao nível do G20.
O presidente americano disse que os dois países estão fazendo progressos numa série de questões, e têm a obrigação especial de assegurar um forte, sustentado e partilhado crescimento econômico. Já o presidente chinês disse estar pronto a trabalhar com os Estados Unidos num crescente diálogo de cooperação.
Entretanto, mais tarde o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs disse que a questão cambial estava longe de ser o principal tema da agenda desta cúpula.
A China tem sido criticada por manter baixa a cotação da sua moeda em relação ao dólar e outras moedas internacionais, num esforço de ajuda à exportação dos seus produtos.
Numa conferência de imprensa conjunta com o presidente sul-coreano o presidente Obama tinha reiterado a sua preocupação acerca da disputa, mas evitou críticas a China.
“Se cada país estiver engajado em práticas que se destinam a fortalecer as suas exportações à custa dos outros, isso pode contribuir para criar mais problemas em vez de os resolver.”
A administração americana muito antes desta cúpula do G20 já tinha dado conta do seu descontentamento em relação as políticas monetárias aplicadas por Pequim, e mostrou-se frustrada no caso de esse problema não ser resolvido agora, o que exigiria esforços adicionais para futuras negociações com a China.
Merkel
A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, expressou preocupação ao presidente Barack Obama, sobre as medidas adotadas recentemente pelo Federal Reserve para injetar liquidez na economia, disseram fontes alemãs do G20 ontem.
De acordo com as fontes, Obama disse a Merkel que quer ver mais demanda doméstica na Alemanha. Durante uma reunião na cúpula do G20, Obama e Merkel concordaram que os desequilíbrios precisam ser discutidos com base em diversos indicadores, disseram as fontes.
Na reunião, Merkel destacou que não considera útil estabelecer metas para as contas correntes dos países.
“Concordou-se que os desequilíbrios têm de ser discutidos para o bem de todos, mas com base em um amplo espectro de indicadores”, disse uma fonte.
Merkel “falou de preocupações que as medidas financeiras dos EUA causaram.”
Segundo as fontes, vários assuntos sobre a China ainda precisam ser resolvidos para o comunicado final.