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Escola vai aceitar trabalho de mães

Bruna Dias
| Tempo de leitura: 5 min

Na tarde de ontem, a dirigente de ensino de Bauru, Ângela Maria Furquim Carneiro, e as supervisoras de ensino da escola Walter Barreto Melchert, Ausilene Alves Leal e Júlia Fátima Souza João, esclareceram uma série de reclamações e reivindicações de mães de alunos da instituição de ensino e, inclusive, se propuseram a firmar uma parceria entre a comunidade e a escola. Conforme publicado na edição de ontem do JC, a falta de uma inspetora de alunos pode ter sido um ponto crucial no acidente que o aluno Lucas Hashimoto, de 6 anos, sofreu recentemente no período do intervalo das aulas.

Segundo Ângela, diante da falta temporária de dois dos quatro inspetores de alunos que atuam na escola, será aceita a proposta feita por um grupo de mães de atuarem nessa função durante os períodos de intervalo das aulas.

Segundo a dirigente, esses dois funcionários estão de licença prêmio, benefício concedido pela rede pública de ensino que funciona como um regime de férias. “Eles tiraram a licença por um determinado período, mas devem retornar no final deste mês. E nós não podemos colocar outro profissional na ausência deles”.

Então, por que a diretora da instituição de ensino, Luzia do Rosário Lopes Neves, e o vice-diretor Éder Luiz Ribeiro, não aceitaram antes que as cinco mães atuassem como voluntárias para colaborar com a segurança das crianças? Ângela aponta que a diretoria está aberta para fazer um trabalho de parceria entre a comunidade e a escola.

“Isso será através de um projeto que a supervisão vai, junto com a direção e com a equipe escolar, proporcionar aos pais, de entrada e permanência nos períodos mais críticos. Hoje nós deixamos bem claro que a supervisão vai chamar os pais junto com a escola, fazer uma reunião na próxima semana e abrir espaço para a comunidade. Essa parceria nós chamamos de gestão participativa. Os pais estão corretos”, disse a dirigente.

Ausilene afirma que, no momento em que Lucas sofreu o acidente - em que fraturou o cotovelo direito - , havia cerca de 60 alunos no pátio da escola. “O intervalo do primeiro e segundo ano é feito separado. Então, só tem três salas neste horário. E neste momento havia funcionários específicos do período”, afirmou.

Primeiros socorros

Na matéria publicada ontem, Patrícia Genaro Hashimoto Venâncio, mãe do aluno acidentado, reclamou da demora no atendimento de primeiros socorros a Lucas. A dirigente de ensino, Ângela Carneiro, esclarece que quando esse tipo de situação ocorre, a primeira atitude que a escola deve tomar é acionar os pais da criança.

“A posição da escola nesses casos é chamar os pais em primeiro lugar. São eles que definem o que será feito. A escola pode chamar o Samu, mas só depois da orientação dos pais deste aluno”.

Para registrar esses casos de conflito e em seguida servir como um conciliador entre as famílias desses alunos, em junho deste ano 10 escolas estaduais de Bauru, inclusive a Walter Barreto Melchert, passaram a contar com o professor mediador.

“Ele tem que cumprir uma carga horária de 24 horas semanais na escola estadual e atua em caráter preventivo. Por exemplo: esse tipo de situação é registrada em um livro da escola e posteriormente os pais são chamados para conversar sobre o assunto junto deste profissional”.

Serviço

A dirigente de ensino coloca à disposição dos pais de alunos de escolas estaduais o plantão da Diretoria Regional de Ensino de Bauru, que funciona de segunda a sexta-feira das 8h às 18h na rua Campos Sales, 9-43, na Vila Falcão em Bauru. O telefone para atendimento no plantão é o (14) 3238-6977.

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Mediação

No caso do acidente com o aluno Lucas Genaro Hashimoto Venâncio, a supervisora de ensino da escola Walter Barreto Melchert, Ausilene Alves Leal, diz que não foi informada se os pais dos dois alunos que agrediram o garoto se reuniram com o professor mediador e com Patrícia, mãe da vítima.

“Eu não sei precisar se as três foram reunidas num mesmo momento, mas há um registro da ciência das outras duas mães sobre o ocorrido. Parece-me até que uma das mães se prontificou a colaborar com a compra dos remédios do Lucas, mas a condição financeira dela também é restrita, assim como a de outras mães. Isso ainda dá para conversar para ver o que pode ser resolvido”.

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Drogas

A dirigente regional de ensino, Ângela Maria Furquim Carneiro, e as supervisoras de ensino da escola Walter Barreto Melchert, Ausilene Alves Leal e Júlia Fátima Souza João, afirmaram desconhecer o registro recente de drogas na instituição de ensino.

“Há muito tempo atrás já houve, mas atualmente não há nenhum registro nesse sentido. A escola tem buscado quando tem alguma suspeita, por exemplo, entrar em contato com a Polícia Militar. Mas a escola não sabia desse caso (citado na matéria publicada ontem)”, afirmou Ausilene.

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Ano letivo

A dirigente regional de ensino de Bauru, Ângela Maria Furquim Carneiro, ressalta que o aluno Lucas Venâncio não perderá o ano letivo por conta do acidente.

“Isso não vai acontecer, a mãe não precisa se preocupar. Ele vai continuar a frequentar a escola com exercícios domiciliares ou, se ela preferir que ele vá à escola, um currículo será adaptado para ele como aluno ouvinte. Ele pode fazer as atividades com oralidade. É uma adaptação da escola para o aluno. O aluno não fica prejudicado, principalmente por prescrição médica”.

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‘Colaboração’ para rematrícula

Outro ponto muito questionado pelas mães de alunos Patrícia Genaro Hashimoto Venâncio, Rosângela Aparecida Genaro Hashimoto da Silva, Karina da Costa e Andréa Zanata é a cobrança do valor de R$ 10,00 como “colaboração” na hora de fazer a rematrícula dos alunos para o ano de 2011 na instituição de ensino.

A supervisora Ausilene Alves Leal aponta que a ação é irregular. “Nós vamos checar, mas isso não deve acontecer. Nós não estávamos sabendo disso. Inclusive, qualquer coisa que acontece, as mães ligam diretamente na diretoria”.

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