Se você consultar o site da TAM vai ver que a viagem até Funchal, a partir de Lisboa, é rápida. O avião chega por volta das 8h, seguindo para o destino duas horas depois.
Mesmo assim, para quem tem tempo, sempre é hora de passar um dia, quem sabe mais, na “Cidade das Sete Colinas”. Ponto de partida para se conhecer todas as regiões portuguesas. Incluindo lugares muito próximos, praticamente colados, numa sequência de paisagens belíssimas. Caso da Costa do Estoril, Cascais e Sintra. Cascais e Estoril são “vilas” banhadas pelo oceano. Já Sintra, fica no alto da serra, sendo classificada pela Unesco como patrimônio cultural da humanidade.
Lisboa é uma cidade que pede caminhadas. Afinal, subir e descer as vielas que levam às colinas faz parte de todos os roteiros.
A cidade estende-se pela margem direita do rio Tejo e tem como centro o bairro que se formou em torno do Rossio. Ao leste da Praça do Comércio ficam os bairros medievais Alfama e Mouraria que têm, ao fundo, o Castelo de São Jorge. A oeste, ficam o bairro Alto e Madragoa com as suas ruas típicas e, no extremo ocidental, a zona de Belém, onde se erguem a Torre de Belém, o Mosteiro dos Jerônimos (obras-primas do manuelino e patrimônio mundial) e o centro Cultural de Belém.
Coloque um tênis confortável e jogue uma malha nas costas para subir e descer as ruas movimentadas. Comece por Alfama, o bairro mais antigo da cidade, formado por pequenas vielas e casas incrustradas na colina do imponente Castelo de São Jorge, de 1147. Fachadas com varais, restaurantes exalando cheiro de pescado assado, rampas e escadarias ficarão para sempre em sua memória.
Passe depois pelo centro histórico e comercial, a Baixa Lisboa, reconstruído após o terremoto de 1755. Pare para um café e pastéis de nata na Praça do Rossio e prossiga, sem pressa.
A antiga sede do Palácio Real fica na praça do Comércio que tem, entre outros atrativos, um bar restaurante que funciona em uma de suas antigas salas. Fundado em 1782, o Martinho da Arcada faz parte da vida cultural-gastronômica de Lisboa.
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Pessoa: entre vinho e café
Não só pela qualidade de sua comida, mas por manter intacta a mesa preferida do poeta português Fernando Pessoa (1888-1935). Conversar com os garçons e o maitre da casa é tudo de bom, enquanto você vai revirando na memória páginas da história.
Lisboa guarda muitas referências de Pessoa que gostava de tomar taças de vinho do Porto e cafés nas mesas da “Arcada” também frequentadas por José Saramago antes de sair de Portugal para se instalar nas Ilhas Canárias (pertencentes à Espanha).
O Martinho da Arcada é exemplo de qualidade que se perpetuou no tempo. A ponto de receber mais e mais elogios, incluindo de um ex-embaixador do Brasil em Portugal que registrou sua passagem por lá: “ O restaurante deu de comer a Fernando pessoa. Poderia ter fechado suas portas que teria cumprido a sua missão. Mas Martinho da Arcada continuou com a mesma competência, qualidade e fidalguia de receber, para o privilégio dos admiradores do maior poeta do ocidente”.
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Brasileira do Chiado
Continuando seu passeio, começa no bairro de Estrela, a casa onde morou Pessoa e que foi transformada em centro cultural. E sente, como ele, em uma das mesas do café A Brasileira do Chiado, ponto de encontro de intelectuais.
Uma estátua em bronze do escritor enfeita até hoje a calçada.
Na rua atrás do A Brasileira fica o teatro de São Carlos, onde Pessoa nasceu, em 1888. Para não desgastar as pernas, o caminho mais agradável para subir da Baixa Lisboa ao Chiado é via Elevador de Santa Justa, projetado em 1901 pelo mesmo arquiteto da Torre Eiffel.
O Bairro Alto fica ao lado. Ponto de encontro noturno por conta dos bares, boates e casas de fado.
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Belém e o cais
Bem longe do Chiado, do Bairro Alto e de Alfama, fica o Bairro de Belém - a fábrica de pastéis do mesmo nome, o Mosteiro dos Jerônimos, o Padrão do Descobrimento e a Rosa dos Ventos precisam, necessariamente, ser visitados - e os bairros planejados como o Expo Urbe, ás margens do Rio Tejo e o antigo cais - as Docas de Alcântara e Santo Amaro (área portuária com antigos armazéns que estavam desativados foram revitalizadas, ganhando bares e restaurantes hoje elogiados).