Internacional

Retirada do Afeganistão começa em 2011


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Washington - Os 28 líderes da Otan (a aliança militar ocidental) concordaram em começar a reduzir os efetivos militares no Afeganistão no próximo ano e em transferir o controle da segurança às autoridades afegãs até 2014.

O anúncio foi feito pelo secretário-geral da aliança, Anders Fogh Rasmussen, no primeiro dia de uma cúpula que terminou ontem entre os países-membros e o presidente afegão, Hamid Karzai.

Apesar do acordo, há sinais de divergência entre os EUA e demais integrantes da aliança sobre a estratégia a ser adotada após 2014.

Membros da Otan disseram que tropas residuais deverão se ater a missões de apoio logístico e treinamento das forças afegãos.

Já um alto membro do governo americano defendeu, sob anonimato, que a Otan deveria continuar envolvida em operações de combate, se necessário.

Cerca de 140 mil soldados estrangeiros ainda estão no Afeganistão, nove anos depois de os EUA lançaram uma ofensiva contra o regime Taleban, que abrigava a rede terrorista Al Qaeda.

Mesmo varrido do poder, o Taleban se manteve ativo e recuperou o controle sobre áreas inteiras do país, com apoio de lideranças tribais locais hostis à presença de militares estrangeiros.

Por gerar um alto custo humano e financeiro, a guerra no Afeganistão é cada vez mais impopular no Ocidente, aumentando a pressão para a retirada das tropas.

Os líderes também aprovaram um novo “conceito estratégico’’, que inclui a integração dos sistemas antimísseis americanos e europeus para proteger os países-membros. O presidente francês, Nicolas Sarkozy, disse que os mísseis balísticos iranianos são “ameaça internacional”.

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