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Bom humor é essencial para vendedores

Alexandre Padilha
| Tempo de leitura: 3 min

Já foi dada a largada para os preparativos de final de ano, época do maior movimento do comércio. O vaivém de clientes é constante e, muitas vezes, a jornada de trabalho é prolongada. Mas quem quer desfrutar de bons resultados após tanto esforço não pode esquecer o bom humor em casa. O alerta é do consultor organizacional Davison de Lucas, que recentemente ministrou a palestra intitulada “Alegria de Atender e Vender”. Nela, ele aborda a necessidade de se levar a vida de uma maneira positiva para atrair bons acontecimentos. Com a aproximação do Natal e a correria que deve tomar conta das lojas, o palestrante deu algumas dicas para conquistar melhor desempenho, inclusive em outras áreas da própria vida.

Davison explicou que a palestra começou a ser elaborada há muitos anos, a partir de uma viagem que fez para Portugal. “O que me chamou a atenção na viagem foi perceber que o português possui um calor humano fantástico fora do trabalho. Mas no trabalho ele tem esse lado fechado, característico do europeu”, apontou.

Segundo o palestrante, ar sisudo pode prejudicar tanto as vendas de pessoas que trabalham no comércio quanto a própria vida desses vendedores. Em sua definição, Davison avalia a palestra como uma ação provocadora que tenta colocar a alegria do povo brasileiro para fora, independente do ambiente onde as pessoas estejam.

“Felicidade é estar empolgado, não tem conexão com dinheiro ou sucesso. Pretendo gerar um desconforto mental com a palestra. O que digo é voltado para quem vende, mas acredito que todos vendem. As pessoas estão ao tempo todo negociando porque a vida é uma escolha constante, você negocia com você mesmo, vende ideias na família, faz propaganda no emprego”, afirmou Davison.

Algumas dicas expostas durante a palestra “Alegria de Atender e Vender” tratam de iniciar o dia de serviço com textos positivos, aprender a fazer algumas coisas com menos velocidade para curtir o momento, praticar o elogio e utilizar a autocrítica como ferramenta para implementações.

Por sua vez, Luiz Otaviano Machado, presidente da Associação das Empresas do Calçadão (AEC), destacou que o bom humor é essencial para quem trabalha com vendas. De acordo com ele, os empregadores têm preferência por trabalhadores dedicadas e que sejam boa em lidar com outras pessoas.

“São características facilmente identificadas durante uma entrevista. Os lojista geralmente procuram por pessoas que demonstram vontade de trabalhar, expectativa de crescimento, educação e bom humor”, definiu Otaviano.

Ele disse ainda que o vendedor com boa comunicação e bom humor geralmente consegue cativar os clientes e criar um clima mais agradável, algo que torna o trabalho mais prazeroso. “Isso também motiva o vendedor e transforma o dia a dia em algo bem salutar e bom para se trabalhar”, finalizou.

Contratações

Segundo o presidente da AEC, a estimativa para este final de ano é que surjam 2,5 mil novos postos de trabalho temporário para funções diversas no comércio de Bauru ainda em novembro.

Por conta da aproximação do Natal, os lojistas da cidade devem aumentar em cerca de 20% ou 30% o quadro de funcionários. “Para conseguir dar conta da grande movimentação de clientes”, ressaltou Otaviano.

As vagas aparecerão em lojas do Calçadão da Batista, região central, Bauru Shopping e Zona Sul da cidade, disponibilizando diferentes tipos de atividade e salários. “São vagas para vendedores, caixas, repositores e estoquistas”, enumerou.

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