Londres - A crise política da Irlanda ficou ainda pior após o governo se resignar e aceitar o empréstimo que pode chegar a 90 bilhões de euros (R$ 211 bilhões) do FMI e da União Europeia para resolver seus problemas de caixa.
Pressionado a renunciar, o primeiro-ministro Brian Cowen deu entrevista no início da noite para dizer que não sai agora, mas que aceita dissolver o Parlamento e convocar eleições gerais após o Orçamento de 2011 ser aprovado, o que deve acontecer até o fim do ano.
O Orçamento será enviado ao Parlamento no dia 7 de dezembro. Deve conter os cortes de gastos e o aumento de tributos acertados com o FMI e a União Europeia.
Ainda não saíram todos os detalhes da ajuda, como valor exato e contrapartida do país, mas durante todo o dia a oposição e até o Partido Verde, que faz parte da coalizão que governa o país, exigiam eleições antecipadas.
Para o Partido Verde, a população se sente enganada e é necessário recriar uma situação de confiabilidade, que só eleições trariam.
Traição
“As pessoas se sentem traídas. Chegamos a um ponto em que elas precisam de segurança política para além dos próximos dois meses. Acreditamos que é tempo de fixar uma data para eleições gerais na segunda quinzena de janeiro”, disse John Gormley, líder do Partido Verde e ministro do Meio Ambiente.