Antes de mais nada, vou avisando que não sou tucano, mas votei em Geraldo pela segunda vez em minha vida. Serra jamais obteve meu voto para nada. As primeiras quatro indicações para o futuro secretariado alckmista representaram frustações para quem esperava uma ruptura do governador com as teses serristas de poder. Admir Gervásio para Casa Militar era assessor de Serra. Linamara Battistella da Pessoa com Deficiência foi secretária de Serra. Giovanni Cerri da Saúde foi assessor de Serra no Ministério da Saúde. Sidney Beraldo, um verdadeiro anfibio, na Casa Civil foi até outro dia secretario de gestão serrista e inimigo de Geraldo. Ao que tudo indica, nosso governador parece disposto a atender pressões de Serra que quer a permanência dos atuais secretarios da Fazenda, Planejamento e Educação.
Isto acontecendo, Alckmin corre o sério risco de ficar desmoralizado frente aos seus aliados de primeira hora e principalmente com seus milhões de eleitores que o salvaram por pouco de um segundo turno com Mercadante e a história atual seria certamente outra. Gabriel Chalita (votei nele) estava certo quando saiu do PSDB por causa das perseguições serristas, dando um recado certeiro ao esquema palaciano que manobrava pela candidatura de Aloysio Nunes e ameaçava a legenda de Alckmin para governador.
Claro, Geraldo no PSB estaria eleito governador até com mais facilidade. Porém, Geraldo é isso mesmo. Bondoso, humano, não guarda raiva e é incapaz de perseguir alguém. O futuro dirá se ele agiu certo. 2012 está aí e Serra também como candidato a prefeito de São Paulo e já à Presidência em 2014.
Carlos Lopes - engenheiro