Infelizmente, a violência se faz presente no nosso dia a dia, nas mais diferentes formas! No trânsito, nas ruas, nas escolas, nas grandes e pequenas cidades. E também em muitos lares! Quando esse deveria ser o lugar do refúgio, da proteção, do amparo, principalmente para as crianças e os adolecentes! A atitude dos pais da menina Larissa, de Cafelândia, me revoltou, me indignou! Acredito que a todos nós! Essa "mãe" (entre aspas) que, segundo o noticiado, já havia dado uma surra de cinto na menina, não contente fez a cabeça do pai! E conseguiu que ele batesse nela até matá-la! Que mãe é essa? O que ela já havia feito não foi suficiente? Eu me pergunto o que têm no coração uma pessoa assim. Na minha opinião, as mães deveriam ser as maiores defensoras das suas crias, contra tudo e contra todos, inclusive contra o próprio pai, se preciso for!
Nossos filhos são parte de nós mesmos! Como pode matar um filho? Que pai é esse? Que tipo de gente é essa? São gente mesmo? Ou são monstros? (sem querer ofender aos monstros, claro). O que leva uma pessoa a matar sua própria filha? Raiva? Ódio? Frustração? Conceitos de religião? Conceitos (ultrapassados) do que é pecado? A religião está dentro de nós, da mesma forma que o pecado também está! Tudo depende da nossa maneira de agir, de viver, de compreender, de tolerar, de saber orientar, aconselhar, dar exemplo e, principalmente, amar! Matar uma menina de 15 anos porque ela estava namorando, descobrindo o mundo, não é pecado?
Mesmo que fique provado que essa menina se suicidou, os pais devem ser responsabilizados, pois com certeza essa criança foi levada a isso, pelas surras que levava! Então eu pergunto a esses dois (que se dizem pai e mãe): como ficam suas conciências? Sinceramente, acho que vocês dois nem sabem o que é isso!!!!
Maria Carmen de Oliveira