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‘Vai quem qué’ completa 19 anos

Alexandre Padilha
| Tempo de leitura: 4 min

O grupo bauruense de ciclistas “Vai quem qué” completa seu aniversário de 19 anos em 2010 e oferece um jantar comemorativo hoje, a partir das 20h, na Sociedade Hípica de Bauru. Além da festa, os atletas apaixonados pelas trilhas da região vão completar a celebração com um passeio de 48 quilômetros (ida e volta) até Guaianás, com saída programada para as 8h30 de domingo.

A turma de esportistas teve início em 1991, quando João Aldo Paciello, mais conhecido como Foguinho, fundou o “Vai quem qué” na companhia de quatro amigos. Passados 19 anos e milhares de quilômetros, a energia do idealizador do grupo de trilhas ciclísticas continua a mesma.

Com 72 anos e pedalando cerca de 30 quilômetros todos os dias, Foguinho disse que atualmente o grupo conta com 45 “viciados em saúde”, atletas com idades entre 18 e 80 anos. “E nenhum deles fuma. Alguns bebem uma cervejinha de final de semana, mas nada prejudicial”, garantiu ao lembrar que os passeios já contaram com 71 ciclistas, em 2007.

Segundo o fundador do “Vai quem qué”, os membros encontram-se todos os domingos, por volta das 8h, no Aeroclube de Bauru, onde definem a trilha que vão realizar e acertam os últimos preparativos. “Religiosamente, começamos a pedalar às 8h30”, comentou Foguinho.

Ele explicou que a turma possui um repertório de seis diferentes trilhas recheadas de areiões, barro, obstáculos, subidas e todos os demais empecilhos que tornam as pedaladas ainda mais divertidas e interessantes.

“Além da trilha de Guaianás que faremos neste domingo, temos a de Agudos que passa pela Duratex, Abelha e Agudos que parte da estrada em frente à antiga Eni, Bezerro, Quirilândia e a mais pesada de todas, Piratininga-Agudos-Bauru, com 52 quilômetros de percurso”, enumerou.

Quem vai

Foguinho destacou a preocupação com o bem-estar dos ciclistas e o procedimento de avaliação para saber se um candidato está apto a acompanhar o grupo. “Sempre temos um carro de apoio durante os passeios, mas ele não transporta ciclistas cansados. As pessoas têm que conhecer seu limite”, definiu o fundador do grupo.

Ele disse que os candidatos a entrar na turma costumam passar por um questionamento com a intenção de identificar a real capacidade física e aparato instrumental dos novos ciclistas. “Perguntamos se ele realmente acha que aguenta, se tem o costume de pedalar, se a bike é apropriada, se tem capacete, entre outras coisas”.

“Fazemos isso para evitar problemas no decorrer da trilha. Eu, por exemplo, não ando muito rápido mas sei que consigo completar os percursos. Uma pessoa que fica muito cansada e não consegue continuar pode atrapalhar o passeio dos outros”, acrescentou Foguinho.

O idealizador do “Vai quem qué” informou ainda que os passeios contam com paradas técnicas usadas para conferir se todos os integrantes do grupo estão bem. “Paramos por cinco ou dez minutos para checar se todos estão bem e se vão aguentar até o final. O companheirismo é muito forte entre a gente”, completou.

• Serviço

O jantar de aniversário dos 19 anos do “Vai quem qué” será realizado hoje, a partir das 20h, na Sociedade Hípica de Bauru. O preço do convite é de R$ 35,00 por pessoa, com direito ao jantar.

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Milhares de quilômetros e muitas histórias acumuladas pelas trilhas

João Aldo Paciello, o Foguinho, fundador do “Vai quem qué”, definiu a busca pela saúde como o maior incentivo para a manutenção do grupo por tantos anos. Completando 19 anos em 2010, a turma de ciclistas acumulou boas histórias no percurso das trilhas de Bauru e região.

Com a natureza como constante companheira dos passeios, Foguinho disse que foram muitos os casos de contatos mais diretos com animais silvestres. “Sempre vemos muitos bichos, mas os sustos com cobras são os mais marcantes. Uma chegou a dar o bote em um dos ciclistas, mas felizmente nunca alguém foi picado”, contou.

O fundador do grupo ressaltou o bom humor que toma conta dos quilômetros percorridos entre terra, lama, árvores e areiões. “São passeios extremamente divertidos, ficamos brincando o tempo todo. Alguns fazem palhaçadas, outros tiram sarro. É muito bom”, revelou.

Sobre a transformação de novatos em apaixonados por trilhas, Foguinho citou o exemplo do médico bauruense Alberto Sala Franco. “Quando ele entrou no grupo, eu tinha a impressão que ele não sabia nem pedalar. Hoje, ele é um dos cabeceiras (ciclistas que andam à frente do grupo) e diz que tem que agradecer porque o ciclismo é o mundo para ele, que não saberia viver sem as trilhas”, contou.

Todavia, o fundador do “Vai quem qué” também relatou alguns acidentes que aconteceram ao longo desses 19 anos. Entre os casos, ciclistas sofreram parada cardíaca, bateram a cabeça em pedra, caíram de ribanceira, “mas não tivemos nenhuma morte”.

“Teve um membro que caiu, ficou quase em ‘carne viva’, mas voltou a pedalar assim que se recuperou”, lembra Foguinho ao destacar a importância dos “Anjos da Guarda”, grupo de ciclistas dentro do “Vai quem qué” que socorre os demais participantes sempre que eles precisam de auxílio.

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