São Paulo - O seminário Cultura de Liberdade de Imprensa, promovido pela TV Cultura, discutiu ontem a situação da mídia no Brasil. Em discurso, o ministro Franklin Martins (Comunicação Social) descartou a existência de ameaças à liberdade de imprensa no país.
Segundo Franklin, apenas “fantasmas” fazem as pessoas acharem que existe risco. E completou: “Faço parte de um governo que garantiu a liberdade de imprensa, mesmo apanhando muito”.
O ministro afirmou que o momento “excelente no que diz respeito à liberdade de imprensa” não é “mérito do governo, mas da sociedade, que conquistou a duras penas uma compreensão profunda de que a liberdade de imprensa é absolutamente indispensável para o exercício da democracia”.
Após a palestra do ministro, Sérgio Dávila (editor-executivo da “Folha de S.Paulo”), Ricardo Kotscho (jornalista) e Demétrio Magnoli (sociólogo) discutiram o mesmo tema.
Dávila concordou com a afirmação de que a liberdade de imprensa não está ameaçada no Brasil, mas fez a ressalva de que existem “bolsões de desejo censurador”.
O jornalista Ricardo Kotscho, quando questionado pela plateia sobre o “controle social” da mídia, afirmou que isso já existe, na medida em que o consumidor pode “mudar de canal” ou “deixar de assinar o jornal”.
Demétrio Magnoli afirmou que a fala de Franklin Martins mereceria poucos reparos, mas apontou exemplos que, em sua opinião, sinalizam para um discurso contraditório vindo do governo.