Tribuna do Leitor

PAC DA TERRA BRANCA


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Senhores! Dilma, embora disfarçadamente, - e disso todos sabem - esconde-se atrás dos governadores eleitos pela coligação que a ela apoiou (exceto Anastasia, do PSDB mineiro -tinha que ser, “uai”?!) para pleitear mais di-nheiro com a finalidade de saciar a com-panheirada, inventando uma nova CPMF que, logicamente, viria à luz com outra sigla. A desculpa, como da outra vez, é para que o total da nova derrama seja dirigido à saúde pública.

Na verdade, essa desculpa é falsa! O que o governo que tomará posse em 1º de janeiro quer mesmo é cobrir rombos deixados pelo atual governo que, finalmente, cessa na mesma data. Sim, rombos causados por uma política de incentivos ao ócio, principalmente no curral eleitoral do Norte/Nordeste, onde, por enquanto - e “por cause”-, o PT é imbatível. Pudera... Por estas bandas o conto do vigário, embora bem menor, é diferente.

Única cidade do país em que a população paga antecipadamente taxas para a construção e funcionamento da ainda futura estação de tratamento de esgotos (na verdade, um conjunto delas), somos surpreendidos com a informação de que, como no caso da fami-gerada CPMF, o dinheiro que compõe o FTE (Fundo de Tratamento de Esgotos) está sendo usado (para não dizer desviado) para outras finalidades que não exclusivamente a construção e implantação do sistema, de sua coleta e de seu tratamento, conforme pacto formalizado entre o DAE (Departamento de Água e Esgotos) e a municipalidade, sobre supervisão, inclusive, da Câmara Municipal.

De nada adianta - pelo contrário, só desserve - o presidente do DAE confessar que, depois de identificadas despesas indevidamente debitadas no saldo do FTE, por sua ordem tenham sido estornadas por meio de crédito de dinheiro do DAE na conta do FTE, cujo saldo total é da polulação e não do DAE e tampouco da municipalidade. Se tudo agora “é contabilizado em uma empresa única, o DAE”(sic JC, pág 3, 17/11), que assim seja.

Porém em uma sub-conta em que a movimentação pecuniária seja nitidamente identificada! Depois de pronto e pago todo o sistema sanitário é que deve ser incorporado ao DAE (este “E” refere-se ao tratamento dos esgotos, que ainda não temos) o novo patrimônio que o povo de Bauru está financiando. Nós, os cidadãos que pagamos antecipadamente pelo que não estamos usando, temos o direito, por consequência, de supor (ou até mesmo de ter certeza) que os débitos que o senhor Rafael Ribeiro diz terem sido indevidos (sic JC), foram lançados a débito do FTE como um balão de ensaio: se colasse, a prática continuaria. Não fosse o presidente do conselho de fiscalização do Fundo ter identificado a irreguglaridade (para não dizer fraude, e isso eu não disse) o vai-da-valsa continuaria. Até (e como) quando? Só Deus saberia. Cada entidade pública tem o “PAC” (desculpem o palavrão!) que merece. O nosso, por exemplo, é diferente: não nos fornece as verbas para obras necessárias e urgentes, mas tira da população o dinheiro que deveria ser suprido pelos impostos que pagamos até mesmo na simples aquisição de um rolo de... papel higiênico! Em outras palavras, tira de circulação no município dinheiro que vai parar nas mãos da administração pública que, todos sabemos, não é nada exemplar em matéria de administração patrimonial. Enfim, é a escola técnica do PT a influenciar a administração pública de nossa Bauru! “Honi soit qui mal y pense” (divisa da ordem da Jarreteira, ao tempo de Eduardo III, Inglaterra). (João Guilherme Ortolan - músico, compositor, trovador e colaborador do “blog” Visões Diversas)

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