Tribuna do Leitor

Cidadão positivo


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Como cidadão preocupado com o que acontece em torno da minha existência, sou levado a rememorar as coisas que leio diariamente na imprensa. Juros baixos para aumentar o consumo. A carga de impostos é a maior do planeta, apenas livrando a cara dos produtos exportados para que eles cheguem ao destino com preços competitivos. As mercadorias que ficam para serem vendidas aqui dentro do País recebem todos os impostos que não entraram na planilha das mercadorias vendidas para o Exterior. O povo é quem subsidia os produtos exportados para que a balança comercial proporcione recordes históricos. O ufanismo com o superávit nacional se espalha nos salões de Brasília. O Bolsa Família faz com que milhões de brasileiros voltem a gastar dinheiro nos mercados e armazéns. O trabalhador paga o INSS com base no salário-mínimo, mas quando se aposenta não recebe o aumento que foi concedido ao salário mínimo vigente. O foco mais importante da política econômica é para que não falte o dinheiro necessário para pagamento dos juros da dívida pública, pois quem sustenta a política monetária da Nação é o trabalhador brasileiro. Como o povo precisa de dinheiro para bancar isso tudo, os economistas do governo criaram medidas para facilitar o acesso da população ao crédito. Ao longo dos oito anos do governo Lula, os consumidores ficaram alegremente endividados, sem distinção de classes. A oferta de dinheiro rodopiou em todos os meios de comunicação. Prestações pequenas e uma eternidade para se pagar a dívida. Foi a socialização do consumo. Como o endividamento popular chegou ao limite, e uma grande parte dos consumidores não pode pagar o que deve, o governo de Dilma Rousseff vai aumentar os juros, sob o pretexto de combater a inflação. Só vai comprar quem tem dinheiro sobrando para pagar. É a hora e a vez do tal “Cidadão Positivo”.

Wilson Gordon Parker

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