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Celulares de SP terão mais um dígito

Folhapress
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São Paulo -A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou ontem a mudança da numeração dos celulares, que passarão a ter nove dígitos. Em São Paulo, a mudança ocorrerá em até dois anos. No País, a agência ainda definirá o cronograma. Até lá, diversas medidas “paliativas” vão aumentar a oferta de números que já estão em falta em São Paulo.

A medida favorece a Oi, que começou a atuar em telefonia móvel em São Paulo no fim de 2008. Hoje, a operadora conta com 18% de participação de mercado na Grande São Paulo e com 13% no Estado.

Recentemente, o presidente da operadora, Luiz Eduardo Falco, disse que teria de “cortar” clientes pré-pagos que não fazem recarga antes do tempo previsto para atender novos clientes em São Paulo.

Atualmente, a operadora mantém clientes sem recarga (inativos) por seis meses.

A reportagem apurou que a Oi já estaria com um deficit de 1,5 milhão de números em São Paulo, algo que impede seu crescimento.

As demais operadoras têm reserva de números, o que garante uma margem de segurança.

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Outras mudanças

A medida mais imediata será diminuir a “quarentena” dos pré-pagos que ficam até seis meses sem recarga. A “quarentena” é um período de adaptação para que um número desativado não caia imediatamente no domínio de outro cliente.

Outra medida, e mais impactante, é acrescentar um nono dígito nos números do País. Essa medida, que levará as teles a investir R$ 300 milhões em sistemas de informática, deverá ser cumprida pelas empresas em até dois anos em São Paulo. Depois, a agência vai estabelecer um cronograma para todo o País adotar o nono dígito nos números de celular.

A agência aprovou ainda uma mudança no compartilhamento de números da telefonia fixa com celulares. Alguns números de celulares vão começar com 5 - até então exclusivo dos telefones fixos. Com isso, serão liberados 6,9 milhões de novos números.

Com essas medidas, a Anatel deixou de lado o plano de adotar novo código para a Grande São Paulo, o 10, que iria dividir espaço com o 11. A medida só foi defendida pela Oi e custaria investimentos de R$ 150 milhões. O prefixo 11 é usado hoje por 35 milhões de pessoas, sendo que a disponibilidade é de 37 milhões. Com a mudança, serão 370 milhões.

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