Franca vive um momento de contestação de sua torcida, principalmente em relação à comissão técnica. Os torcedores têm cobrado muito o time nos jogos realizados no Pedrocão e no primeiro duelo da série, quando a equipe deixou a quadra no intervalo perdendo por 35 a 34, os jogadores foram para os vestiários sob vaias caseiras. Ciente da exigência e insatisfação do público francano, o técnico Guerrinha acredita que o Itabom pode usar esta pressão a seu favor.
“A gente sabe que a chance nossa maior era ontem (anteontem), jogando em casa, diante da torcida. Agora, vamos jogar em Franca, mas tem o seguinte: a equipe de Franca não está jogando bem em Franca. A torcida está pressionando muito. Se conseguirmos fazer um jogo equilibrado, a torcida vai atrapalhar o time deles. Nós não temos pressão contra. Eles, jogando fora de casa, são jogadores experientes e a torcida contra não atrapalha. Mas a torcida de casa lhe pressionando atrapalha”, aponta o treinador do Bauru.
Guerrinha explica o que vai enfatizar no pouco tempo de preparação para o quinto e decisivo duelo do playoff. “Vamos trabalhar o último quarto, quando a gente individualizou muito o jogo e não soube sair das faltas, da arbitragem. Ficaram segurando e a gente ficou no contato. Tem que pegar velocidade, porque é igual boxe, se fica um amarrado ao outro, os dois estão errados. Para a gente, não é vantagem esse jogo de contato que eles fizeram, principalmente o Helinho abraçando o Fischer”, analisa o técnico.
O técnico do Itabom conta com um elenco com menos opções do que Franca e afirma que o time terá que saber administrar a partida. “Temos que saber jogar, amarrar o jogo, saber que nossa equipe não tem o mesmo revezamento que eles têm. O Márcio e o Benite, que foram muito bem no primeiro jogo em Bauru, ontem (anteontem) não foram. Só que o Helinho, o Dedé, outros, jogaram. Nós não temos esta opção. Só o Thyaguinho que entrou bem”, considera.