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Pedra no rim é mais comum no verão

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

O verão começa oficialmente na próxima terça-feira e, com ele, aumentam também os casos de pacientes com pedra no rim. De acordo com levantamento da Secretaria do Estado de Saúde, o número de atendimentos por essa razão cresce 30% nesse período em relação a outras épocas do ano. Os dados também apontam que 10% da população feminina e 15% da masculina sofrem de cálculo renal.

Fábio Duarte Garcia, médico nefrologista do Hospital Estadual (HE) de Bauru, explica que, no calor, o organismo humano perde mais líquido a partir da transpiração e, consequentemente, o ato de urinar ocorre em menor quantidade.

“Temos menos líquido nos rins para diluir substâncias presentes na urina, como o cálcio e o ácido úrico, que podem se cristalizar e formar as pedras”. No entanto, o cálculo renal pode ser também consequência da falta de substâncias que atuam na diluição desses cristais, como o citrato.

Para prevenir a formação de pedras nos rins, é importante reforçar o nível de hidratação no verão, ingerindo cerca de 3 litros de líquido diariamente.

“O ideal é que pelo menos metade desse total seja de água mineral. Também são indicados sucos de frutas cítricas, como limão e laranja, que contribuem para o bom funcionamento dos rins”, afirma Garcia.

Alimentação

O nefrologista também recomenda para o verão um espaço maior para as frutas, verduras e proteínas na dieta. Porém, adverte contra o consumo de receitas populares de chás conhecidos como “quebra-pedra”, preparados com ervas e sementes.

“A maioria deles não ajuda e alguns podem ainda prejudicar o tratamento de quem já tem pedras nos rins”, aponta. A ingestão de sal, carnes vermelhas gordurosas, alimentos industrializados, enlatados e conservas deve ser controlada.

O tabagismo também aumenta a chance de desenvolver cálculos renais. Já os exercícios físicos são sempre bem vindos e devem ser realizados, pelo menos, três vezes na semana.

De acordo com o Centro de Referência em Saúde do Homem, em 80% dos casos as pedras são expelidas naturalmente. Nos outros 20% dos casos, as pessoas apresentam dores mais fortes e outros problemas, como as infecções, e necessitam de tratamento com remédios e, em alguns casos, até de cirurgia.

“Algumas pessoas com pedras sofrem apenas uma crise renal, aquela que gera dores terríveis, em que os pacientes precisam ser levados ao Pronto-Socorro. Outras demoram um pouco mais de tempo para expelir as pedras. Normalmente as que têm até 0,5 centímetro de diâmetro são eliminadas de forma natural”, afirma Garcia.

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Cuidados

O médico nefrologista Fábio Duarte Garcia, que trabalha no Hospital Estadual (HE) de Bauru, destaca que as “tradicionais” considerações sobre prevenção e tratamento de cálculo renal valem apenas para as pessoas que não possuem outros problemas nos rins.

Portanto, é fundamental consultar um médico especialista ao constatar qualquer tipo de anormalidade no funcionamento do órgão.

“Se o paciente tem algum grau de deficiência renal, as medidas tomadas mudam completamente. Por exemplo: a ingestão de líquido em excesso pode fazer com que ele não seja integralmente filtrado e o paciente fique inchado”, alerta o médico.

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