Pesca & Lazer

Ilhabela: ‘triângulo das bermudas brasileiro’


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Ilhabela, no litoral paulista, é um dos principais redutos de naufrágios do País. O clima, as correntes marítimas e a posição geográfica foram os fatores responsáveis pelo fim de 23 embarcações no chamado “Triângulo das Bermudas brasileiro”.

Por causa da fama, a cidade recebe grande número de turistas-mergulhadores e também exploradores, que já retiraram a maior parte dos objetos e da estrutura dos navios.

Com experiência de 35 anos de mergulho nesses naufrágios, o instrutor Ricardo Prata, de 51 anos, conhece o histórico de exploração e presenciou ao longo dos anos o sumiço de várias peças.

Em 1992, ele montou a escola de mergulho Colonial Diver, que promove visitas às embarcações submersas e orienta os mergulhadores, experientes ou não, a não pegar nada que encontrarem. “Os maiores piratas estão na região mesmo.

Nos anos 40 e 50, muitos viviam do que pegavam nos navios, passavam o dia fazendo isso. Vinham com talhadeira, machado, dinamite e destruíam tudo. Hoje é difícil encontrar alguma coisa porque a maior parte já foi tirada.” Ainda assim, as tentativas continuam

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Alvos

Um exemplo são os destroços do navio Velasquez, naufragado em 1908. É um dos mais visitados por causa do fácil acesso - a profundidade varia entre 9 e 25 metros. “Outro dia tinha um pessoal de São Sebastião numa balsa flutuante tentando tirar a única hélice que restou do navio. Avisamos a Marinha e eles vieram”, conta Prata. “Mas sem denúncia não há fiscalização.”

Ao percorrer o pouco que restou do Velasquez, é possível visualizar algumas peças, principalmente as enormes caldeiras, cobertas por corais e esponjas coloridas. Apesar de ter sido bastante depenado, ele ainda transmite aos visitantes uma sensação de volta ao passado. O Therezina, que afundou em 1919, tem visualização ainda melhor por causa da cor da água no perímetro do naufrágio e por estar 8 metros abaixo da superfície

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