Economia & Negócios

Comércio terá descontos de até 70%

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 3 min

Quem economizou dinheiro no período das compras de Natal terá a oportunidade de comprar roupas, calçados e eletrodomésticos com descontos que podem chegar a 70%. Começa hoje a temporada de descontos do comércio. Quinta-feira, por exemplo, o tradicional Bota-fora do Calçadão da Batista de Carvalho terá início. De acordo com a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), mais de 400 lojas do Calçadão e transversais participarão desta promoção, que se estenderá até o próximo sábado.

A CDL afirma que as mercadorias terão até 50% de desconto, mas alguns lojistas consultados pelo JC serão ainda mais ousados, colocando produtos com abatimento de 70% nos preços.

De acordo com Aldemiro José Alves, vice-presidente da CDL, o Bota-fora é a oportunidade dos comerciantes renovarem estoques. "A ideia é pegar tudo o que sobrou, que não foi vendido e colocar até 50% de desconto. Desde lojas de confecção, eletrodomésticos, todos os setores participarão", pontua. Aldemiro afirma que o objetivo é que a promoção tenha resultados de 8% a 10% acima do ano passado. "No Natal, já atingimos a meta de crescimento em relação ao ano anterior, então a expectativa é conseguir esses índices com a promoção do Bota-fora", conta. Apesar de todos os setores do comércio estarem beneficiados, Aldemiro avalia que as lojas de eletrodomésticos serão bastante beneficiadas na promoção. "É a oportunidade para esse segmento fazer uma grande queima de estoque. Para as lojas de confecções, a procura se mantém constante", observa.


Tradição


Pela tradição da promoção, que é realizada há mais de cinco anos, ela está confiante que os consumidores deixaram uma reserva para gastar agora.

"Fazemos essa queima de estoque há mais de cinco anos. Então, o bauruense já se acostumou a economizar para aproveitar os descontos agora", aponta. Ele afirma que hoje as lojas já estarão se preparando para a promoção, com os materiais publicitários. "Todas as lojas participantes da promoção estarão identificadas", informa.

O comerciante Ari Nunes, de uma loja de confecções, está animado com a promoção. Ele conta que já participa da queima de estoque há quatro anos e já se prepara para a que vai começar no dia 6. "Colocamos muitos produtos com abatimento de preços. Vamos oferecer peças com até 70% de desconto. É para renovar o estoque mesmo", afirma.

Ele acredita que a promoção terá ainda mais adesão que no ano anterior. "O pessoal não gastou todo o dinheiro no Natal. A chuva atrapalhou um pouco. Por isso, acho que essa queima de estoque será melhor que a do ano passado", observa. Gerente de uma loja de sapatos, Maciel Honorato Cruz, conta que alguns produtos estarão com descontos de 20% a 40% no estabelecimento. "Quem trabalha com sapatos sabe que as tendências, a moda muda muito rapidamente. Então, é preciso queimar o estoque com produtos antigos para dar espaço às novidades que estão chegando", explica.

Ele diz que não é possível adiantar como será a procura neste ano, mas acredita que como as vendas do pós-Natal estão aquecidas, o Bota-fora deveria ser adiantado. "Para mim, teríamos feito já essa semana (passada). Muita gente guardou dinheiro esperando a promoção. Muitas pessoas ainda estão de folga e tem muita gente visitando Bauru nestes dias. Poderíamos aproveitar esse público", sugeriu.

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Eletrodomésticos


Ronaldo Donizete da Silva, gerente de uma loja de eletrodomésticos, conta que a rede da qual o estabelecimento faz parte já possui uma promoção de pós-Natal.

Então, a unidade de Bauru aproveita e realiza a queima de estoque na mesma data em que as demais lojas da área central.

"Fazemos a ?Liquidação bombástica? junto do Bota-fora do Calçadão. É para limpar o estoque, vender produtos de mostruário. Teremos itens com até 70% de desconto", diz.

Ele avalia que muitos consumidores deixam para comprar eletrodomésticos justamente nessa época.

"É quando vendemos muitos produtos da linha branca, como geladeiras, fogões, e também da linha marrom, como televisores", diz. E Donizete está bastante otimista. "Nossa meta é superar os 15% em relação ao ano passado", afirma.


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