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ONG quer ?brecar? corte de remédio

Da Redação
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São Manuel - A Organização Não Governamental de Apoio aos Portadores de Hepatite C, denominada "C Tem Que Saber C Tem Que Curar" de São Manuel (69 quilômetros de Bauru), juntamente com o Grupo Esperança de Santos e o Grupo Otimismo do Rio de Janeiro, vai pedir que o Ministério Público Federal acione na Justiça o Ministério da Saúde para evitar excluir medicamentos para o tratamento da hepatite tipo C de seu rol de compras de 2011.

A Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde anunciou que pretende adquirir apenas um medicamento chamado interferon peguilado (injeção para o tratamento da hepatite C) dos dois produtos atuais existentes para o tratamento, utilizados até hoje pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo Francisco Martucci da ONG de São Manuel, o fato pegou de surpresa e revoltou todo o movimento nacional de portadores de hepatites pois poderá trazer sérios prejuízos para os atuais e futuros portadores de hepatite C, com a diminuição drástica da chance de cura. A evolução da hepatite C é cirrosehepática, câncer de fígado com 12 óbitos por dia no Brasil.

"Ocorre que esses medicamentos, embora semelhantes, possuem moléculas diferentes em sua composição e existem pacientes que não se curam com um medicamento e no retratamento se curam com o outro e vice e versa. Portanto a necessidade da manutenção dos dois medicamentos."

Esse movimento tem o apoio por escrito de muitos médicos especialistas de renome internacional que defendem a manutenção dos dois medicamentos e que julgam verdadeiro retrocesso à vida pela exclusão de qualquer um deles, diz Martucci.

A hepatite C possui cerca de 4 milhões de portadores no Brasil contra os 630 mil portadores de Aids. Segundo o Ministério da Saúde, em 2009 apenas 10.824 portadores foram tratados numa relação de 1 a cada 370. Recentemente (outubro-2010) o Programa Nacional de Hepatites Virais (criado em 2003) foi incorporado ao Programa de DST-Aids/Hepatites Virais, deixando as hepatites sem seu programa específico para seu controle, deixando seus portadores renegados a segundo plano.

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