Tribuna do Leitor

Tribuna do Leitor 11/01/2011


| Tempo de leitura: 20 min
Semáforo, por favor! Tomei conhecimento da solicitação feita pelo vereador Paulo Eduardo de Souza ao senhor presidente da Emdurb sobre a implantação de semáforo no cruzamento da Nações Unidas confluência com rua Constituição, Benjamin Constant ou Conselheiro Antônio Prado através do Diário Oficial de Bauru do dia 16/10/10. Fica aqui o agradecimento de milhares de pessoas que todos os dias passam por um desses cruzamentos e perdem muito tempo para conseguir atravessar a avenida Nações Unidas. Aguardamos uma urgente solução da Emdurb. Rosana C. Moreno Ferrarini
Agradecimento A comunidade do Jardim Nicéia agradece a participação na Casinha do Papai Noel. Com os alimentos arrecadados, fizemos as cestas e doamos para alguns moradores. Muito obrigado. Joana Miguel da Silva
Emdurb novamente...
No dia 2/11/2010, estacionei meu veículo na quadra 9 da avenida Getúlio Vargas para fazer minha costumeira caminhada. Quando passava ao lado do meu carro, surpreso, deparei-me com dois solertes policiais da nossa gloriosa Polícia Militar que acabavam de elaborar uma multa. Motivo: estacionamento proibido. Perguntei onde estava a placa de estacionamento proibido. Resposta: escondida atrás da copa de uma frondosa árvore. Mas, informou-me o diligente PM, que se eu fotografasse o posicionamento de meu carro por diversos ângulos, para instruir recurso junto à “Jari”, com toda a certeza eu ganharia o recurso. Aí eu pergunto: então por que multou, “cara pálida”? Informo: não recorrerei, pois assim estarei colaborando na amenização da folha de pagamento da sobrecarregada empresa municipal, lotada de aspones e penduricalhos. OBS.: Carro com placas de Botucatu-SP. Silvio Quinteiro
Emdurb trabalha
 
A nossa cidade tem hoje, aproximadamente, 200 mil veículos, além das motos,  bicicletas, carrinhos de mão e carroças... As ruas continuam sendo as mesmas de 20, 30 anos atrás... A Emdurb vem, aos poucos, acertando aquilo que deve e precisa ser acertado. Porém, às vezes, esbarra nas reclamações dos descontentes. No caso daquela conversão à esquerda na avenida Getúlio Vargas, é inadmissível que alguns poucos moradores da região critiquem e tentem impedir essa medida necessária. Nas grandes e médias cidades, com quantidade de veículos igual ou superior aos da nossa, todas essas medidas já foram implantadas, e sem reclamações. As medidas que a Emdurb tem que tomar visam o bem comum e o bem da maioria, e não podemos aceitar que uma minoria fique reclamando ou desobedecendo as normas do trânsito. Proibições são feitas para serem respeitadas. E os desobedientes devem pagar pelo ato rebelde. Saia de casa com o veículo se realmente for necessário. Rodar por rodar causa congestionamento e dificulta o trânsito para todos. Parabéns, Emdurb! José Ramos
Ritual do pastel de domingo A feira de domingo, na rua Gustavo Maciel, é realmente um vício para muita gente, ainda que seja para comer um pastel. Acho até que quem deve lucrar mais por lá são os donos dessas barracas cheias de petiscos. Aliás, é sobre isso que quero falar. Há muito tempo, prestei atenção numa coisa que talvez outras pessoas não tenham percebido e considero importante. Toda semana, compro meu pastel e já cheguei a ficar na fila para pedir. E como todo mundo, fico por ali saboreando-o. Sempre há no balcão travessinhas com colherzinha contendo um tipo de molho vinagrete para ser adicionado ao pastel. O problema está bem aí: o mesmo molho é dividido entre desconhecidos. Um vem, morde o pastel, pega o molho e o coloca lá dentro, logicamente encostando a colher no local da mordida, e às vezes repetindo esse ato. Chega outro e faz o mesmo. A moça abre um pote, coloca mais molho na travessinha, e assim é o tempo todo. Eu não mais usei esse molho desde que me dei conta da bobagem que fazia. Afinal, a colher toca onde há saliva de outra pessoa e isso não é seguro, em se falando de medidas higiênicas. Na última feira, não consegui me calar e comentei com algumas pessoas, mas talvez tenham achado que sou atrevida. Então, vim aqui para pedir que as pessoas tenham cuidado para não se contaminarem sabe-se lá com o quê. Obrigada. Ana Maria Lellis Krupelis
Explosão de trem
"Incontrolável", o filme, em Bauru? Na última semana os cinemas bauruenses começaram a exibir em suas telas este filme. Trata-se de uma série de vagões carregados de produtos altamente tóxicos e explosivos que estavam desgovernadas devido a uma falha humana e o perigo é eminente para uma cidade de aproximadamente 750 mil habitantes. Sexta-feira passada, dia 7/1/2011, eu e meu marido fomos ao cinema para assistir ao filme baseado em fatos reais. Na volta para casa começamos a comentar o filme e nossa compreensão sobre o incontrolável foi que nossa cidade “Bauru” não era muito diferente dos mesmos riscos que aquela cidade passou no filme quanto à possibilidade de explosão e de desaparecer do mapa. Sempre observamos as máquinas, locomotivas e seus vagões, que caminham em nossa cidade como uma beleza de formas e linhas e nunca como um risco iminente. Tomando como base o que ocorreu no Horto Aimorés, próximo a um dos nossos distritos industriais (o 2), no sábado, dia 08/01/2011, nos deu a sensação do risco eminente das linhas férreas existente em nossa cidade. Nossa cidade se desenvolveu populacionalmente depois da chegada das ferrovias - Estrada de Ferro Noroeste do Brasil (NOB), Estrada de Ferro Sorocabana (EFS) e a Companhia Paulista de Estrada de Ferro (CPEF), que hoje são administradas pela empresa América Latina Logística (ALL). Convém, todavia, insistir que nossa cidade tem em seu mapa urbanístico totalmente dividido por essas linhas férreas.     Estamos vivendo, precisamente, um momento de reflexão sobre o que vem ocorrendo em nossa cidade. O momento seria propício para nascer uma nova proposta de desvio ferroviário da área central e dos bairros da nossa cidade para a zona rural, já que as condições topográficas não ajudariam para a transferência ao longo das rodovias.     A cegueira sobre o assunto é ainda, porém, tão completa que os argumentos “pró” e “contra” do que fazer com nossas linhas férreas ainda assombram a cidade. No entanto, os velhos “urbanistas internacionais”, como Kevin Lynch, sempre comentam: - O que faz com que uma cidade seja uma boa cidade? Pode parecer uma questão sem sentido. As cidades são demasiadas complicadas, escapam em demasia do nosso controle e afetam demasiadas pessoas que, que por sua vez, estão sujeitas a demasiadas variações culturais, para permitirem uma resposta racional.   Seja como for, adverte-se o perigo que estamos correndo com esses vagões altamente tóxicos e explosivos atravessando a nossa ci-dade. Poderemos acordar um dia e ter que presenciar um bairro inteiro da nossa cidade desaparecer.  Atenciosamente. Andreia Almeida Ortolani - arquiteta e urbanistaQuatro grandes feriados
Foi posto em questão, com certo alarde, o fato de que 2011 terá “quatro grandes feriados”, com declarações de que “o grande número de feriados gera um prejuízo incalculável para a economia brasileira”, “as datas comemorativas param o País por até quatro dias consecutivos”. Começa-se a cogitar que o comércio da cidade ignore os feriados, e agora se fala em “repensar os acordos entre empresários e funcionários em busca de uma proposta menos radical, que não prejudique nenhuma das partes”. No ano passado houve certa controvérsia quando se falou em regulamentar a abertura do comércio aos domingos. A Câmara Municipal se omitiu. Resta saber qual será agora a postura dos senhores vereadores. Nas emendas de feriados, o comércio nunca deixa de funcionar. Há anos em que uma porção de feriados caem no domingo. Alguém já ouviu falar sobre alguma preocupação no sentido de se compensar a folga que os trabalhadores deixam de gozar? (...) É importante que haja uma conciliação dos interesses, das vantagens, das eventuais desvantagens. O Poder Legislativo deve policiar essas relações para que haja mais equilíbrio, mais justiça. Não são apenas lojas abertas que atraem turistas, e o poder público tem que ter olhos para isso. A cidade também precisa contar com mais atrativos turísticos, como já foi bem salientado na matéria deste jornal. Questiona-se o fato de o Brasil ser um Estado laico (não pertencente a nenhuma religião específica) e de termos muitos feriados religiosos, mas trata-se de uma grande incoerência, porque o comércio encontra nesse fator uma base sólida e forte. Na TV, rádio, jornal, panfletos na rua, o que se vê são as promoções de Natal, Páscoa, Carnaval e por aí vai. O horário normal de trabalho dos comerciários (trabalhar período integral seis dias por semana) já é bem duro. É preciso que se pense mais nas pessoas. Mauro César Pereira - professorADOLESCENTES E O SHOPPING
Nesta sexta-feira (7/1/2011), fui com minha família ao Bauru Shopping para mais um passeio comum, o qual tinha tudo para ser agradável, mas confesso: preferi nunca ter estado ali. Já na praça de alimentação, algo me indignou: adolescentes comprando bebidas alcoólicas livremente, sem nenhum constrangimento e muito menos questionamento por parte dos comerciantes... Até onde sei, é proibido vender bebidas alcoólicas a menores de dezoito anos. Pois bem, não parou por aí... Na saída, um verdadeiro “circo dos horrores”, triste, muito triste de se ver... Adolescentes com garrafas de bebidas (compradas em um supermercado próximo) embriagados, como se aquilo fosse algo mais natural do mundo. Mas o pior ainda estava por vir. Chovia muito e precisei ficar ali com meus filhos na entrada principal por alguns minutos... Sinceramente, não queria ter visto o que vi: um grupinho de jovens em um cantinho “cheirando cocaína”, isso mesmo, cocaína! E, acreditem, estavam a poucos metros da “Segurança do Bauru Shopping” e a poucos metros da “Cavalaria da Polícia Militar”. Fiquei atônita, sem saber o que fazer ou o que pensar... Onde estão as famílias desses adolescentes? Qual o papel da Segurança do Bauru Shopping? Quais os deveres da Polícia Militar? Em que mundo estamos vivendo? Quantos adolescentes teremos que perder para as drogas e o álcool, até que se tomem as devidas providências? Contudo, deixo meu recado: Famílias: cuidem de seus filhos com mais atenção e amor, não permitindo que traficantes adotem seus filhos. Comerciantes: será que vale a pena, em nome de um pequeno lucro, contribuir para a formação de um jovem alcoólatra? Vocês deveriam ser responsabilizados criminalmente por isso... Segurança do Bauru Shopping: o próprio nome já diz “segurança”, cumpram com suas obrigações. Polícia Militar: o que faziam ali? Apenas alisavam seus cavalos? Abrigavam-se da chuva? Pois pela minha percepção pouco estavam interessados pelo que se passavam ao seu redor... Ou será que jovens usando drogas e consumindo bebidas alcoólicas não interessam a vocês? Quais são seus deveres? Façam por merecer seus salários no final do mês! Será que devemos proibir nossos filhos de ir a um simples passeio ao shopping e nos tornarmos prisioneiros em nossas próprias residências? Agradeço a oportunidade de poder desabafar escrevendo a este conceituado jornal. Simone de Oliveira Gonçalves - mãe, cidadã e professora
Brasil, um país de poucos...
Fico extremamente abismado com slogans, propagandas e um marketing feroz tentando nos fazer acreditar que nosso país está melhor e mais justo. Não sei explicar o porquê, porém não consigo comprar essa ideia, talvez por toda manhã quando ligo a TV para ver o noticiário e me atualizar eu vejo gente morrendo nas filas de hospitais públicos, bebês em maternidades por infecção de bactérias, mas lá se vão os 60% dos queridos políticos que trabalham como es-cravos o ano todo, perdão, boa parte do ano; ou melhor, com raríssimas exceções trabalham bem pouco. Assaltos e mortes nas ruas pela violência, polícia desaparelhada, insegurança total, porém lá se vão os 60% dos queridos deputados que legislam em favor do povo, perdão de novo, legislam em causa própria e se beneficiam dos favores e benesses da lei que eles mesmos fazem. Será que a população tem o cuidado de verificar quantos projetos de leis relevantes para a população de forma geral foram, têm sido ou serão apresentados pelos supostos representantes do povo? Os aposentados são os responsáveis pelo rombo na Previdência, quando reinvidicam um aumento tem que ser analisado, pois uma projeção precisa ser feita para se saber antecipadamente qual o tamanho do buraco que vai provocar no fundo público de pensão, quando uma determinada classe trabalhadora solicita um reajuste nos ganhos precisa ser na base da greve e ai esse movimento é considerado ilegal e o aumento pedido geralmente vem bem reduzido, entretanto lá se vão os 60% da pobre classe política que batalha de sol a sol incessantemente para ter dias melhores no futuro quando se aposentarem com... Bem; 4, 8 anos de árdua labuta atrás de uma escrivaninha com todo conforto e fazendo quando muito, o que o Cesar Cielo faz com maestria. Nas escolas públicas os pais muitas vezes têm que passar a noite em filas para garantir vagas para seus pimpolhos e sem falar na qualidade do ensino que por força da falta de prioridade por parte do governo aos professores muitos fingem ensinar e os alunos por sua vez fingem aprender, mas vamos em frente com o programa de progressão continuada e criando estudantes que muitas vezes chegam ao nível médio levando duas horas para calcular quantos caroços tem um abacate, mas lá se vão os 60% daqueles que realmente são heróis e que deviam ter seus nomes imortalizados por conseguirem sobreviver com um salário de fome de mais de R$ 26.000 fora as verbas de representação a que eles ainda têm direito. Tô ficando enojado de ver que nesse país que se diz auto-suficiente na produção de petróleo e que até um tempo atrás se vangloriava de ter um programa alternativo de combustível hoje torna esse mesmo combustível quase que inviável e que apesar da auto-suficiência mantém a gasolina com preço estratosférico. Depois de tudo isso ainda eles querem através de mecanismos e campanhas diminuir a sonegação de impostos, querem extinguir o jeitinho na hora de fechar um negócio, a informalidade que ainda sim é uma saída melhor do que o crime e que principalmente ao invés de cortarem gastos fúteis e inúteis que eles mesmo têm, criam com uma rapidez inominável impostos e taxas para sacrificar ainda mais aqueles que deveriam ser os verdadeiros beneficiados com retornos sociais como educação, saúde, e outros que são deveres do estado com o tanto de encargos que já são desembolsados ao longo dos anos. Brasil um país de muitos sacrificados e poucos beneficiados. Francisco Carlos Sanches
AO POVO RESTA APENAS TRABALHAR E PAGAR IMPOSTOS O título acima nos remete ao sentido de certo trabalho escravo, como nos tempos do feudalismo europeu em que o povo a isso era submetido. Por outro lado, vemos que os marajás estão de volta. Sob o argumento de que desde 2007 não tiveram reajustados seus salários, o políticos brasileiros aumentaram para si próprios num reajuste de 61,8% a 148,63%, em certos casos, quando neste período (de 2007 a 2010), a inflação não chegou a 20%. Pois é, vemos, portanto, que existem muitas formas de roubar. Mais uma vez, “nossos representantes” esculhambaram o povo brasileiro, trabalhador e honesto; tão honesto que sequer vai às ruas para protestar, mas se vê em seus semblantes a tristeza estampada, quando o assunto é esse absurdo reajuste, que ele, o povo, vai ter que pagar para um pessoal que “trabalha” três dias por semana (de terça a quinta) e olha lá, em sua maioria sem apresentar produção alguma. Mas esses políticos não têm vergonha na cara e nem honestidade para perceber o acinte que praticaram, que muitos deles socialistas, comunistas e essa gente da social democracia, outrora lutadores contra a ditadura, hoje predispõem-se a praticar o socialismo para seus próprios bolsos, deixando cada vez mais pobres o povo assalariado, para darem depois os míseros reais através do bolsa família e outros “benefícios sociais”. Dizem que é legal (constitucional) esse aumento; claro que é, pois o que é legal é fruto das leis que eles próprios elaboram, mas, certamente, é imoral, uma causa principiante das leis, esta que supera o princípio da legalidade, portanto, tornando assim, inconstitucional esse escorchante reajuste. Por outro lado, há tantas outras decisões constitucionais a serem tomadas, como a isonomia salarial entre as categorias existentes no país, a exemplo da PEC 308, que igualam os salários das policias militares de todo território nacional e que sofreu entraves diversos para não ser acolhido, sob a alegação de que o país não teria recursos para tal. Mas não foi o que vimos neste reajuste relâmpago e astronômico efetuado e aprovado em tempo recorde pelo Congresso Nacional. Não sou contra reajustes salariais, visto que eles são necessários, porém, deve-se ter no mínimo a honestidade e hombridade de ser elaborado pra todos os trabalhadores, na sua total equivalência. Diante desse fato, nós, trabalhadores e eleitores, nos perguntamos: o que fazer? Devemos trabalhar para não ser aprovados novos tipos de impostos, como a CSS (contribuição social da saúde), mobilizarmos através de associações que visem a transparência e a justa aplicação dos recursos financeiros do país, em todas as esferas e, além disso, nas próximas eleições aplicar o artigo 224 do Código Eleitoral, que prevê a anulação das eleições se houver 50% mais um de votos nulos, promovendo novas eleições e com novos candidatos. Diante disso, percebo que a democracia indireta, vigente no Brasil, é um erro, e proponho, particularmente, neste caso, o plebiscito, para que o povo tenha voz e vez e em todas as situações em que haja polêmica e nossas autoridades se vêem sem soluções adequadas para definir uma justa solução a qualquer problema anunciado (vide responsabilidade aos 16 anos, lei da ficha limpa, reajustes salariais de políticos, dentre outras). Aparecido Doniseti Francelin
Malefícios ou benefícios? Atualmente, a pirataria tem se tornado algo cada vez mais comum na sociedade humana. O batalhão de cópias trouxe malefícios, tornando o homem corrupto diante da lei, mas por trás desta trouxe consideráveis benefícios à sociedade de baixa renda que procura fontes para auto-sustentação. A corrupção, antes algo visto como de grande peso na ética humana por homens que buscavam cumprir a lei, considerando a dignidade e a honra à frente de qualquer outro ponto, hoje se tornou um pouco esquecida entre os homens e mulheres. Arriscar a fim de obter algum ganho se tornou mais importante, pois o homem atual visa geração de lucros e expansão de sua renda. Mesmo aqueles que não praticam o ato em si contribuem com esta ação, pela facilidade na aquisição destes objetos almejados, já que um original custaria bem mais “caro”. De outro lado, não que o homem deva passar por cima das leis, pois a honra e a dignidade jamais poderiam deixar de fazer parte em primeiro lugar da rotina humana; mas tal ação não deixou de trazer certos benefícios a alguns, que não tendo oportunidades de trabalho no mercado, já que este exige alem da experiência, cursos superiores e profissionalizantes, buscam outro meio de ganho, que não seja tomar posse daquilo que não lhe pertence. Através da pirataria encontraram uma maneira de suprir a população de baixa renda, desde aqueles que buscam vestir-se com etiqueta, ou mesmo aqueles que buscam oportunidade apenas de estar por dentro de filmes e músicas atuais que, de certa forma, alguns deles contribuirão para seu crescimento cultural. Enfim, fica algo a refletir, porque não ser revista tal lei, pelos doutores, e por que não olhando com outros olhos, fazer deste problema uma oportunidade, de forma com que todos, independentemente da classificação social, possam usufruir de todos os benefícios culturais e sociais? Tal mudança depende somente da união de todos que farão as forças para grande crescimento de nosso país. Taise GalelliVIVA PARA O NOVO Um ano termina. Começa um Novo Ano. Tudo que se inicia um dia sempre terá um fim. Porém, na vida não existe começo nem fim. A vida está presa à dialética, a uma constante transformação. Como falado por muitos. Na vida nada se cria, nada se destrói. Tudo está em transformação. O homem é a peça motriz dos movimentos que acontecem, aqui e agora. Somos parte da vida do universo, do todo e, sendo assim, responsáveis pelos resultados de nossas ações. Pois fazemos parte deste grande quebra cabeça que é o Universo. Somos energia, somos luz, somos força e sendo força somos a transformação. Difícil é desligar-se da natureza e totalmente inútil desvincular-se dos acontecimentos do passado e do presente. Nascemos do todo, surgimos dele e nunca sairemos desta energia universal, única. Somos a vida o movimento a energia que leva aos acontecimentos. Portanto, nossos pensamentos é que determinarão o nosso futuro, o futuro do Universo. Acredito que a paz, a tranqüilidade e o amor são sentimentos que todos procuram. Assim como o respeito pela mãe natureza, o cuidado com o relacionar-se. É tempo de pararmos e refletirmos em quem somos e como tratamos os outros em suas diferenças.É tempo de tirarmos férias de nós mesmos e podermos sentir o toc toc dos nossos corações batendo. Perceber sua circulação, sentir-se parte do Universo. Reconhece-se um porto seguro. Não fuja. Faça parte! O ano chegou ao fim. Fim de um ciclo. Fim de obstáculos, erros, atitudes que não deram certo. Fim de um momento. Fim de uma vida. Fim de um sentimento. Agora é hora de fazer parte. Porque o Novo está chegando. Uma nova etapa se inicia. Viva! Viva para o Novo em busca da paz, da harmonia. Vá em busca do que é certo, de acolher com bondade. De ser fazer-se justo, justo com si mesmo, com o outro. Faça valer a verdade. A verdade do amor que se constrói em cada coração. É no toc toc destes corações que podermos construir um 2011 mais humano, mais justo. Busque a felicidade dentro de você. Seja feliz! Faça o outro feliz... Juliana Genovese
Carta a um grande amigo que se foi... No dia 22/12/2010, recebi a notícia que não queria ter ouvido. Após 34 anos de amizade, apesar de algumas vezes ficarmos afastados, quando havia a oportunidade do encontro era somente para relembrar coisas boas, dar boas gargalhadas, passar a noite em claro para colocar o papo em dia. Você foi um amigo especial, daqueles que a gente mesmo não estando perto sempre comenta com alguém, tem orgulho de ter, extrapolou e passou para as nossas famílias. A sua partida prematura adiou planos, deixou muita saudade, mas acredito que esteja ocupando um lugar especial. Queria deixar registrado uma amizade sincera, sem interesse, bonita daquelas gostosa de ser vivida. Esse amigo especial é Hassao Matsuno, que partiu antes da hora. Adeus, amigo, talvez um dia a gente volte a se encontrar. De seu amigo Evaristo de Campos Penteado JuniorO QUANTO PAGAMOS PELOS NOSSOS PARLAMENTARES Acompanhei através da imprensa, principalmente aqui na Tribuna do Leitor, toda a revolta dos brasileiros sobre o aumento dos salários dos parlamentares do Congresso Nacional. Acredito que a revolta maior recai sobre a maneira como nossos congressistas voltaram o aumento de seus próprios salários; verdadeiro desrespeito a todos nós, brasileiros. Um estudo da organização Transparência Brasil mostra que os salários dos parlamentares brasileiros são como um grãozinho de areia no deserto comparado ao que realmente custa cada um deles. O estudo mostra que um senador custa, por ano, aos cofres públicos R$ 33.000.000,00 (33 milhões) e um deputado R$ 6.600.000,00 (6,6 milhões). Em média, cada político brasileiro custa R$ 10.200.000,00 (10,2 milhões) por ano. E olha que o estudo foi feito antes desse aumento de mais de 60%. Na França, país de primeiro mundo, um parlamentar custa, em média, R$ 850.000,00; aproximadamente 8,5% dos custos de um colega brasileiro. Custam tudo isso porque além dos altos salários, recebem absurdos auxílios moradia, transporte, correios, telefones, verbas de gabinetes, etc., etc., etc.. Com toda essa mordomia, jamais farão as reformas eleitorais, políticas, econômicas, etc., tão esperadas por todos nos - exceto por eles, é claro. E por aqui a gente continua sem os viadutos, sem tratamento de esgoto, sem médico, sem segurança, sem escolas, sem... E não adianta culpar a atuais administrações; a coisa vem de longe, bem antes do Dom Pedro I. Mas agora com o Tiririca no poder, acho que muda tudo! Sebastião Laerte Fabro de Camargo - Tião Camargo

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