Internacional

Atirador se apresenta a tribunal

Folhapress
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Nova York - O autor dos disparos que mataram 6 pessoas e feriram outras 14 em Tucson (Arizona) no último sábado se apresentou ontem ao tribunal. Entre os feridos está a deputada Gabrielle Giffords. Jared Loughner, 22 anos, é acusado de cinco crimes: duas acusações de homicídio em primeiro grau e três por tentativa de homicídio. Foi a primeira vez que Loughner apareceu em público desde o ataque. Ele vai ser representado pela advogada Judy Clarke, a mesma que já defendeu o Unabomber Theodore Kaczynski, condenado à prisão perpétua por matar três pessoas e ferir 23 por meio de cartas-bomba, e Zacarias Moussaoui, que cumpre pena por seu envolvimento no 11 de Setembro. O presidente Barack Obama liderou na manhã de ontem um momento de silêncio nacional em homenagem às vítimas do tiroteio. Obama, que prestou a homenagem no jardim da Casa Branca, disse que "depois teremos bastante tempo para refletir. Agora, a coisa principal que podemos fazer é oferecer nossos pensamentos e nossas orações aos que foram atingidos??. Segundo a Casa Branca, Obama ligou para o marido de Giffords e familiares das outras vítimas. A deputada, que sofreu um tiro na cabeça, está em coma induzido. O presidente conversou ainda com o senador John McCain, seu rival na disputa presidencial de 2008 e que representa o Arizona. McCain, que esteve até hoje no Brasil, afirmou que o ataque foi praticado por "uma pessoa insana??."Ainda estamos investigando a situação e não chegamos a nenhuma conclusão, exceto que foi uma tragédia e um ato de atrocidade cometido por uma pessoa insana.??
Em silêncio Jared Loughner mantém estratégia de silêncio e não disse uma palavra aos investigadores desde que foi detido, no sábado passado. A polícia não revelou onde Loughner está sendo mantido, mas a xerife Clarence Dupnik revelou ao canal de TV ABC News que Loughner não está cooperando e "não disse uma palavra" aos investigadores. Ele escreveu um manifesto de 35 mil palavras em um caderno antes de ser capturado, depois de matar três pessoas e ferir 23 nos anos 90. Provas recolhidas na casa de Loughner, cerca de oito quilômetros do local do crime, indicam que ele planejava matar a deputada Gabrielle Giffords. O agente especial Tony M. Taylor J, do FBI (Polícia Federal americana), disse que um envelope encontrado em um cofre na casa tinha as palavras "eu planejo com antecedência", "meu assassinato" e "Giffords" escrito a mão. A polícia diz que Loughner provavelmente agiu sozinho.

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