Franco da Rocha - O poder público em Franco da Rocha, na Grande São Paulo, está submerso. Após as chuvas intensas que começaram na noite de segunda-feira e que se repetiram na madrugada de anteontem para ontem, a enxurrada engoliu todo o paço municipal. Prefeitura, Câmara Municipal, Fórum, Delegacia de Polícia, duas escolas, um ginásio de esportes, uma igreja, um supermercado, parte dos trilhos da CPTM e até um edifício da Sabesp ficaram sob as águas. A prefeitura da cidade decretou estado de emergência. Além da perda de instalações, veículos oficiais, como carros de polícia, uma ambulância e um ônibus, que acabou virando trampolim para as crianças que brincavam no meio da enxurrada, processos arquivados no Fórum também se perderam. Segundo o delegado Luis Roberto Faria Hellmeister, a delegacia havia sido reformada recentemente com a ajuda da comunidade."Entregamos a delegacia no dia 1 de dezembro. Agora os policiais estão indo de bote tentar resgatar as armas. Tivemos que estourar o muro da igreja para conseguir retirar as viaturas. Ainda bem que o padre concordou...", disse o delegado. Dezenas de pessoas ficaram ilhadas na cidade. Cerca de 40 famílias tiveram de deixar suas casas. A água chegou a 2 metros em alguns pontos.
Água represada A Sabesp admitiu que uma das causas da permanência da cheia em Franco da Rocha, mesmo depois de pelo menos 15 horas sem chuvas no município, foi a abertura das comportas da represa Paiva Castro, que liberou até 80 m3/s no rio Juqueri, que corta a cidade. Mas disse que não havia outra alternativa, já que o sistema da barragem já tinha chegado a 97% de sua capacidade e precisava ser esvaziado, sob risco de ruptura. Segundo a Sabesp, a represa até contribuiu para que a enchente fosse menor, já que segurou 145 m3/s quando a cidade já estava inundada. Sem gabinete, o prefeito Márcio Cecchetini foi para uma escola municipal. Cecchetini criticou a forma como a Sabesp alertou sobre a vazão. "O aviso veio muito tarde e por telefone", disse o prefeito, que também reclamou sobre a imprecisão do aviso. Cecchetini decretou estado de emergência.
Água represada A Sabesp admitiu que uma das causas da permanência da cheia em Franco da Rocha, mesmo depois de pelo menos 15 horas sem chuvas no município, foi a abertura das comportas da represa Paiva Castro, que liberou até 80 m3/s no rio Juqueri, que corta a cidade. Mas disse que não havia outra alternativa, já que o sistema da barragem já tinha chegado a 97% de sua capacidade e precisava ser esvaziado, sob risco de ruptura. Segundo a Sabesp, a represa até contribuiu para que a enchente fosse menor, já que segurou 145 m3/s quando a cidade já estava inundada. Sem gabinete, o prefeito Márcio Cecchetini foi para uma escola municipal. Cecchetini criticou a forma como a Sabesp alertou sobre a vazão. "O aviso veio muito tarde e por telefone", disse o prefeito, que também reclamou sobre a imprecisão do aviso. Cecchetini decretou estado de emergência.