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A cada chuva, 30% dos reparos podem ser desfeitos

Vitor Oshiro
| Tempo de leitura: 3 min

As chuvas continuam sem dar trégua a Bauru. Na tarde de ontem, novamente uma forte pancada atingiu a cidade. Além dos já conhecidos pontos de alagamento terem mantido a triste rotina, a água continuou a desfazer os trabalhos emergenciais realizados pela Prefeitura Municipal. Apesar de acreditar que essa precipitação não trouxe grandes prejuízos, a Secretaria de Obras calcula que, dependendo da chuva, 30% dos trabalhos de manutenção são desfeitos. Enquanto isso, os moradores de bairros atingidos não param de reclamar.

Segundo o Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet) da Unesp, a chuva de ontem acumulou índice pluviométrico de 24,4 milímetros. Mesmo com quantia abaixo das chuvas dos últimos dias - anteontem choveu 30,2 milímetros -, a força com que a precipitação veio causou os transtornos de sempre.

Pontos como a avenida Nações Unidas - que foi interditada temporariamente nas proximidades da linha férrea e do Terminal Rodoviário -, a Rodrigues Alves - que teve o trânsito interrompido no cruzamento com a Pedro Toledo - e a Comendador Joaquim da Silva Martha mais uma vez se tornaram verdadeiros rios.

Na Alfredo Maia e na rotatória da Castelo Branco, a reportagem presenciou que o nível da água ultrapassou o joelho das pessoas e os carros entraram em postos de combustível para se proteger. No local, até mesmo ônibus e caminhões encontravam dificuldades para trafegar. O mesmo ocorreu na quadra 22 da avenida Elias Miguel Maluf.

Entretanto, apesar dos alagamentos, o coordenador da Defesa Civil de Bauru, Álvaro de Brito, afirmou que não houve vítimas mais graves nessa chuva. Na rua São Gonçalo, alguns veículos chegaram a ser arrastados pela força das águas, mas ninguém se feriu.

"A Polícia Rodoviária teve que interditar um trecho da Marechal Rondon, no quilômetro 342, no perímetro urbano de Bauru. Porém, foi somente uma medida de segurança porque o nível da água começou a subir", informa Álvaro de Brito.

Já o problema das erosões continua avançando e preocupando a cidade. O secretário de Obras, Eliseu Areco, revela que, em média, cada vez que chove, cerca de 30% dos serviços de manutenção realizados para conter e tapar erosões em ruas de terra acabam sendo desfeitos.

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Erosão no Tangarás

O drama de Gelcilene da Silva, 27 anos, continua sendo acompanhado pelo JC. Ela, cujo problema foi divulgado na edição de ontem, convive com uma grande erosão em frente à sua residência, localizada na quadra 3 da rua Flávio Aredes, no Jardim Tangarás. "Como já aconteceu várias outras vezes, mesmo com os reparos, a chuva chega e leva tudo. Com a água que caiu hoje, novamente o buraco aumentou".

A reportagem esteve no local e constatou o aumento da erosão. "Não sei onde isso vai parar. Alguém precisa fazer alguma coisa", desabafa Gelcilene, temendo a proximidade do buraco com sua residência.

Outra rua já mostrada é a Waldir José da Cunha, na Vila Industrial. Ontem, os moradores afirmaram que, além do aumento da erosão devido à chuva da tarde, o local está com a rede de esgoto exposta e sofre com falta de água.

Por meio da assessoria de comunicação, a Secretaria de Obras declarou que, durante todo o dia de ontem, foram realizados serviços emergenciais exatamente no Jardim Tangarás e na Vila Industrial. Outros reparos foram feitos também no Parque Viaduto, Parque Santa Edwirges e Jardim Silvestre.

Entretanto, a previsão para todos esses locais - e muitos outros em Bauru - continua sendo desanimadora. Segundo o IPMet, há grandes probabilidades de novas chuvas para quase todos os dias das próximas semanas e, como o próprio secretário de Obras, Eliseu Areco, revelou, todos esses reparos são apenas paliativos, sendo grande parte desfeitos com as chuvas futuras.

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