Petrópolis - Entre os mortos do vale do Cuiabá, em Itaipava, distrito de Petrópolis, estão dezenas de cavalos de corrida que valiam até R$ 500 mil. No haras Vale da Boa Esperança, um centro de treinamento do Jockey Clube Brasileiro, o cocheiro Miguel foi tragado pela tromba d?água porque não quis abandonar os animais. Foi levado junto com oito cavalos de raça, que também morreram afogados na enchente. Ontem, ainda se viam alguns deles atolados na lama, mortos, só a cabeça de fora. O corpo do tratador ainda não foi encontrado. Outros oito cavalos do mesmo haras tiveram lesões graves, como fraturas expostas, e foram sacrificados ontem com injeções letais. Uma equipe de dez veterinários do Jockey veio ontem do Rio de helicóptero para matá-los e aplicar medicação nos 120 bichos sobreviventes. Cada um deles custa, em média, R$ 50 mil.
Soterrados Catorze pessoas da família Gouvêa Vieira, uma das mais ricas e tradicionais do Rio, morreram soterradas e afogadas; oito eram parentes do economista Erick Conolly, diretor da holding Icatu. Conolly, 34 anos, perdeu o pai, a mãe, três filhos, uma irmã - a estilista Daniela Conolly -, o sobrinho, de 2 anos, e o cunhado. A babá que cuidava do filho da estilista também morreu. Segundo a caseira Maria Helena Rosa, o grupo havia alugado a mansão de dez quartos por um mês no dia 6. Até a tarde de ontem, o corpo do menino de 2 anos ainda não havia sido encontrado. A força da correnteza foi tanta que arrastou árvores inteiras, com copa e raízes, para dentro da casa. A lama movediça chegava a um metro de altura. Parte da casa onde estava a família ruiu. Erick, que estava no Rio na hora da chuva, resgatou mulher e filha de helicóptero.
Soterrados Catorze pessoas da família Gouvêa Vieira, uma das mais ricas e tradicionais do Rio, morreram soterradas e afogadas; oito eram parentes do economista Erick Conolly, diretor da holding Icatu. Conolly, 34 anos, perdeu o pai, a mãe, três filhos, uma irmã - a estilista Daniela Conolly -, o sobrinho, de 2 anos, e o cunhado. A babá que cuidava do filho da estilista também morreu. Segundo a caseira Maria Helena Rosa, o grupo havia alugado a mansão de dez quartos por um mês no dia 6. Até a tarde de ontem, o corpo do menino de 2 anos ainda não havia sido encontrado. A força da correnteza foi tanta que arrastou árvores inteiras, com copa e raízes, para dentro da casa. A lama movediça chegava a um metro de altura. Parte da casa onde estava a família ruiu. Erick, que estava no Rio na hora da chuva, resgatou mulher e filha de helicóptero.