Rio - O número de mortos em consequência das chuvas em cinco municípios da região serrana do Rio já chegava a 631 na tarde de ontem, segundo balanço divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil e pelas prefeituras. O número de desabrigados e desalojados na região passa de 13 mil. Equipes ainda buscam vítimas. As mortes ocorreram em Nova Friburgo (284), Teresópolis (269), Petrópolis (56), Sumidouro (19) e São José do Vale do Rio Preto (2). Inicialmente, a Prefeitura de São José do Vale do Rio Preto havia informado que quatro pessoas haviam morrido na cidade, mas a informação foi corrigida ontem. Depois da tragédia, a população de Nova Friburgo começou a sofrer com o racionamento de comida. Assustados com a dimensão dos estragos causados pelas chuvas, os moradores passaram a tentar estocar comida, apesar da grande quantidade de donativos enviada para a região. Isso provocou uma disparada nos preços. As chuvas também ilharam produtores rurais e destruíram plantações principalmente de verduras e hortaliças. Calamidade O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), decretou estado de calamidade pública nos municípios de Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis, Bom Jardim, São José do Vale do Rio Preto, Sumidouro e Areal. O decreto permite dispensa de licitação para reabilitação das cidades que foram destruídas pelas fortes chuvas que atingem a região serrana do Rio desde o último dia 11. Mais de 600 pessoas já morreram na região. Segundo o governo, o decreto tem o objetivo de agilizar a contratação de serviços, aquisição de materiais e execução de obras na região. Os decretos entram em vigor hoje, quando serão publicados no "Diário Oficial do Estado". A medida terá validade de 180 dias consecutivos e ininterruptos, contados a partir do dia 12 de janeiro de 2011."Ressalte-se que, diante da tragédia na região serrana, a decretação do estado de calamidade pública é apenas uma formalização para as ações elaboradas e já colocadas em prática pelos municípios e pelo Estado, que não tem medido esforços para combater e minimizar os efeitos dos trágicos acontecimentos que atingiram aquela região", diz nota do governo do Estado.
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