Quando chega o verão e as primeiras pancadas mais fortes de chuva ocorrem, já passam por nossas cabeças as imagens de enchentes, inundações, deslizamentos e muita destruição. Todo ano, convivemos com notícias de centenas de mortos devido às fortes tempestades da estação mais quente e úmida. E as desculpas do Poder Público são sempre as mesmas: "esse mês choveu demais"... "não tinha como prever"... "o aquecimento global"... A verdade é que não há mais como assistir às imagens que temos visto nos últimos dias, espalhadas por várias cidades do Sudeste, e aturar as mesmas palavras. Enquanto prefeituras, Estados e União não realizarem obras de grande porte em infraestrutura e não se desdobrarem para tratar a situação com a devida responsabilidade, o problema vai continuar e as cenas chocantes vão seguir acontecendo. No Rio de Janeiro já são mais de 500 mortos e milhares de desabrigados, transformando essa calamidade na maior tragédia climática da história do Brasil. No ano passado foram quase 300 mortos pelo Estado Fluminense, e relembramos as cenas em Angra dos Reis e Morro do Bumba. E nos anos anteriores, as contas não ficaram muito abaixo. O Ministério das Cidades exibe em sua página na Internet que bilhões estão sendo aplicados em estudos e projetos para conter essas catástrofes naturais, mas ano após ano as imagens são sempre as mesmas. Mal iniciamos 2011 e já temos um novo recorde negativo. Vai ser assim até quando? (Bernardo Sanches)
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