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Chuva provoca morte de idosa em Mauá


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Mauá- Moradores de Mauá, na Grande São Paulo, ainda não se conformavam com a morte da aposentada Antônia Avelaneda Grande, 64 anos, na enchente do Córrego Corumbé, no Jardim Zaíra. Antônia se afogou dentro de casa no fim da tarde de anteontem, após uma forte chuva atingir a região. A aposentada estava com o marido e dois netos em casa quando começou a chover, por volta das 17h30. Em menos de uma hora, o córrego transbordou e a água invadiu o imóvel. A água saía da rua Francisco D?Aoglio e invadia a sala. "Vinha água de todos os lados", lembra o vizinho José Lima Canuto, 52 anos. "Quando ouvi os gritos dela, arrombei o portão e entrei na casa amarrado a uma mangueira. Entrei pela sala e, quando cheguei na cozinha, a água estava no meu queixo. Não consegui encontrar a dona Antônia." A aposentada foi atingida pela parede da casa vizinha que desabou por causa da correnteza e foi encontrada embaixo da geladeira. Ela tinha colocado os netos de 4 e 12 anos sobre a mesa para proteger das águas. Antônia foi a sexta vítima das chuvas neste ano no Jardim Zaíra. Faxina Depois da enchente, os moradores tiveram de lidar com a lama, o lixo, os móveis perdidos e medo de que uma outra chuva viesse. Ontem, nas casas afetadas, foi dia de uma faxina que parecia não ter data para acabar. Em alguns imóveis, que fazem fundo para o córrego, a lama atingia uma altura de 50 centímetros no fim da tarde de ontem e tinha de ser retirada pelos moradores com baldes. Irritados com demora da Prefeitura de Mauá em retirar o entulho acumulado nas ruas e nas casas, moradores do Jardim Zaíra promoveram um protesto ontem, interditando a avenida Castello Branco, um dos principais acessos ao bairro, por pelo menos uma hora. Móveis, roupas, calçados e tudo o que foi destruído pela enchente foi atirado na via. Segundo a Polícia Militar, apesar do incidente, o protesto foi pacífico. Após negociação entre líderes comunitários e membros da prefeitura, as ruas começaram a ser limpas por máquinas e caminhões. Nas paredes, marcas indicavam que a água chegou a pelo menos 1,80 metro. Segundo estimativas da prefeitura, Mauá conta com 40 mil moradores em áreas de risco (10% da população). Destes, 5 mil vivem em situação crítica.

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