Ao investigar o dono de uma oficina de conserto de motos suspeito de estar envolvido em receptação, furto e roubo de veículos, a Polícia Civil de Bauru acabou descobrindo outro crime: tráfico de drogas. Além de vender entorpecentes, os policiais apuraram que o acusado administrava o "negócio" ilegal que tinha carteira de usuários e distribuía o produto a pequenos traficantes.
O desfecho da investigação foi a prisão, ontem pela manhã, de Fernando Antonio Reihner Júnior, 34 anos, conhecido por "Gibão", e Thiago Tarcius Marmontel Fontes, 21 anos, o "Negão", acusados de tráfico e associação para o tráfico, e a apreensão de mais de meio quilo de cocaína, 73 gramas de maconha, celulares, três veículos e mais de R$ 6 mil em duas casas, relata o delegado Milton Bassoto Júnior, da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise).
O Setor de Inteligência da Delegacia Seccional de Bauru começou a investigar "Gibão" em dezembro passado. Com fortes indícios do envolvimento dele com tráfico no qual participaria "Negão", foi solicitada e a Justiça autorizou a busca e apreensão na casa dos dois e na oficina de "Gibão".
Ontem, policiais da Dise e da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) foram aos três endereços fazer a busca e apreensão. Na residência de "Gibão", na Bela Vista, não encontraram drogas, mas apreenderam R$ 5,7 mil dentro de um armário e R$ 356,00 na carteira dele, três celulares e uma moto.
Um carro Pointer, que foi comprado recentemente e que a polícia desconfia que foi pago com dinheiro do tráfico, também foi recolhido. Na oficina, nada de ilegal ou suspeito foi localizado. Mas na casa de "Negão", os policiais apreenderam 78 tubetes plásticos contendo cocaína já pronta para venda e outra porção da droga que seria suficiente para fazer cerca de 1.500 doses.
Toda a cocaína pesou 535 gramas. Na mesma casa foi apreendida uma porção de maconha de 73 gramas e 790 tubetes plásticos vazios iguais os que estavam cheio de cocaína. Na casa do acusado ainda foram apreendidas balança digital, três colheres, uma faca e saquinhos plásticos com resquícios de pó branco, R$ 370,00, três celulares e dois cadernos com anotações da contabilidade da venda de droga, bem como nomes de usuários.
"Pelo que apuramos, ambos vendiam droga aos usuários e a microtraficantes. Mas era o "Gibão" quem adquiria a droga e administrava o negócio. E "Negão" guardava a droga em sua casa, onde era fracionada", explica Bassoto. Os dois foram autuados em flagrante por tráfico e associação para o tráfico.
Nesta semana, é o segundo golpe contra o tráfico em Bauru. Na quarta-feira, a Dise prendeu seis pessoas em uma casa e uma pensão na Vila Falcão acusadas de tráfico e associação para tráfico. Na ocasião foram apreendidas 82 pedras de crack e R$ 880,00 em dinheiro.