Gastronomia

Sabores do Portugalia


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Você já foi a um restaurante e ficou com vontade de pedir a receita do prato que provou? Pois a Revista Sabores do Sul acaba de publicar o volume 2 do livro que as revela: Sabores do Sul - Receitas de Sucesso de 80 chefs, restaurantes e confeitarias do Rio Grande do Sul.
Para elaborar a obra, a Revista Sabores do Sul solicitou pelo segundo ano, à chef Salete Julio, do Portugalia Restaurante, de Gramado, para que elaborasse sua receita mais pedida, aquela que levam mês a mês, ano a ano, ao retorno dos comensais. E o vencedor foi o Polvo Assado ao Vinho Tinto, com batatas refogadas ao azeite. Todo o livro é ilustrado por excelentes fotos que levam assinatura de João Ricardo, fotógrafo especialista na arte de clicar alimentos. O resultado são imagens que fazem salivar, conferindo a justa qualidade às receitas, neste encontro de sabores e um brinde ao paladar. O livro conta com 80 receitas, entre doces e salgadas, todas com fotos. Além delas, há o capítulo Escola de Cozinha, com receita bases e um dicionário esclarecendo os principais termos culinários presentes nas receitas.
?Serviço
Portugalia Restaurante. Avenida Borges de Medeiros, 3.075 Gramado. WWW.portugaliarestaurante.com.br
E lá vai história! No século XI, Portucalense, um pequeno condado do reino de Leão e Castela, na Península Ibérica, declarou sua independência, fazendo de D. Afonso Henriques seu primeiro rei. O novo reino expandiu-se para o sul até o atual Algarve. Mais tarde, pela mão do Infante D. Henrique, os navegadores portugueses partiram para explorar o Atlântico. A Idade de Ouro de Portugal atingiu o auge no reinado de Manuel I, com a viagem de Vasco da Gama à Índia em 1498 e a chegada ao Brasil por Pedro Álvares Cabral em 1500. O Império Português foi o primeiro Império Global da história. Seguindo os passos de Cabral, o casal António Júlio e Maria Salete saiu de Portugal em 2007 com destino a Gramado, onde criaram o Portugalia Restaurante. Motivados pela sabedoria adquirida com a matriarca, Salete e António exploraram com maestria pratos legítimos portugueses, com ingredientes típicos, muitos deles trazidos da terra Natal. A fachada do Portugalia, em plena Borges de Medeiros, já traduz os grandes castelos medievais portugueses. Na parte interna, mezanino, azulejos e muita história encantam o cliente que se sente em terras lusitanas, embalado por músicas típicas de artistas portugueses. O restaurante tem como carro-chefe os tipos pratos de bacalhau preparados das mais diversas formas, passando pelos frutos do mar, paella e polvo, além dos tradicionais bolinhos de bacalhau, uma iguaria que na Europa é chamada de pastel.
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Paella a Valenciana
Ingredientes4 colheres de sopa de azeite 225 gr de tamboril (peixe sapo) sem pele e em pedaços 3 lulas pequenas cortadas em rodelas 05 camarões com casca porte grande 01 lagosta pequena já desviscerada, em bocados 1 cebola picada 2 dentes de alho finamente picados 1 pimenta vermelha em tiras 4 tomates sem pele picados 225 gr de arroz agulha 45 ml de caldo de peixe 15 ml de vinho branco 75 gr de ervilhas congeladas 4 a 5 fios de açafrão demolhados em 2 colheres de sopa de água quente 115 gr de camarões cozidos, descascados 18 mexilhões com casca, bem limpos sal
pimenta preta do moinho 1 colher de sopa de salsa picada para guarnecer quartos de limão para servir

Preparo: Numa frigideira grande, aqueça 2 colheres de sopa de azeite e introduza o tamboril, as lulas e o cantaril. Salteie tudo em 2 minutos e depois retire o peixe para outro recipiente com algum líquido.
Deite o restante azeite na frigideira e junte a cebola, o alho e a pimenta. Coza tudo 6-7 minutos, mexendo freqüentemente, até estar macio. Adicione o tomate, salteie 2 minutos e junte o arroz. Mexa de modo a envolvê-lo no azeite e deixe cozer 2 minutos. Regue com o caldo e o vinho e junte as ervilhas e a água de açafrão. Misture e tempere bem. Cuidadosamente, junte os peixes cozidos e o líquido que largaram e os camarões. Enterre os mexilhões no arroz. Tape e deixe cozer suavemente mais 30 minutos. O caldo foi absorvido mas o prato está cremoso. Retire do calor, conserve tapado e deixe a paella repousar 5 minutos. Polvilhe com a salsa e enfeite com os gomos de limão. Rende 4 porções.Curiosidade A paella surgiu na Espanha, na região de Valência, situada na costa leste. Dizem que o nome Paella surgiu do hábito dos camponeses, que, após longos períodos no campo, ao chegarem saudosos das suas esposas, preparavam esse delicioso prato "Para ella". Em Portugal, é comumente conhecido como Arroz à Valenciana.
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Sobremesa Toucinho do Céu
Ingredientes100 gr de amêndoas 18 gemas de ovos 200 gr de açúcar 20 gr de manteiga canela em pó 1/2 copo de água açúcar glacê para enfeitar 5 xícaras de Abobora Menina cozida e escorrida
Preparo: Escalde as amêndoas e retire-lhes a pele.
Leve ao lume a água e o açúcar, deixe ferver até obter uma calda nem muito espessa nem muito líquida.
Junte as amêndoas e a abóbora e deixe ferver por 5 minutos. Em seguida bata a mistura na máquina dos batidos e deixe esfriar. Bata as gemas de ovos e adicione-as à mistura anterior. Leve de novo ao lume sem parar de mexer até que a mistura se solte das paredes do tacho. Retire do lume e deixe amornar. Bata a clara em castelo e misture com o creme de amêndoas.
Unte uma forma redonda com manteiga e leve a forno médio durante 30 a 40 minutos. Desenforme, deixe arrefecer, polvilhe com o açúcar glacê e canela em pó e sirva. Rende 4 a 6 porções.
Curiosidade O toucinho-do-céu é uma receita doce tradicional da culinária portuguesa. De origem provavelmente conventual, a sobremesa espalhou-se pelo país a partir do século Dezenove, fazendo com que hoje esteja integrada à culinária de várias regiões. Mas parece não haver dúvidas de que o toucinho-do-céu seja, originalmente, uma especialidade de Murça, no distrito de Vila Real, em trás os Montes.
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Arroz de Frutos do Mar
Ingredientes100 gr de mexilhão 1 xícara de arroz 100 gr de camarão médio com casca 100 gr de camarão médio sem casca 4 tentáculos de Polvo, 8 anéis lulas 4 barras de delicias do mar (kanikani) 2 colheres de sopa de azeite 1 cebola média picada 1 colher (sopa rasa) margarina 2 dentes de alho picados 1 molhinho de coentros picante Q.B. (piri-piri) sal (Q.B) 10 ml de vinho branco Preparo: Limpe e lave os mariscos. Cozinhe e descasque-os, aproveitando a água de todos eles, e deixando alguns camarões inteiros para decoração. Com as cascas e cabeças do camarão faça um bom caldo. Refogue os alhos picados e as cebolas no azeite e margarina, sem deixar queimar. Junte o caldo, e o vinho deixe levantar fervura e, junte o arroz (4 chávenas de caldo para 1 de arroz) deixe cozer por 12 minutos, junte os mariscos e os coentros picados, acrescente os temperos e deixe ao lume (fogo) por mais 3 minutos.
Retire o tacho do lume e decore com alguns camarões inteiros. Sirva de imediato.* Se gostar pode adicionar ao refogado 1 bom tomate maduro, sem peles nem graínhas (sementes) e picado.
Serve duas pessoas.Curiosidade Em Portugal, é chamado tipicamente Arroz de Marisco. Marisco é o que chamamos aqui de frutos do mar. Uma boa pedida para quem quer conhecer todos os sabores da cozinha tradicional.
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Bacalhau à LagareiroIngredientes1 lombo de bacalhau já dessalgado (300 gr aprox) 1 meia cabeça de alho sal pimenta brócolis cenoura cozida 6 batatas pequenas
Preparo: As batatas devem ser cozidas com a pele e levadas ao forno para ganhar cor e "assar" junto com o bacalhau. Antes de levar ao forno para assar o lombo de bacalhau deve ser cozido na água até levantar fervura. Em um refratário, cobre-se com uma camada de cebola e azeite QB (Quato Baste, termo da culinária portuguesa). Junta-se o lombo de bacalhau (já dessalgado) e coloca-se por cima da cebola junto com meia cabeça de alho já previamente cozido. Leva-se ao forno durante 20min (aprox) a 220º, retira-se o bacalhau quando estiver bem dourado, acrescente as batatas cozidas.
À parte serve-se uma boa salada. Porção Individual.
Curiosidade O bacalhau à Lagareiro tem origem nas Beiras (uma província portuguesa). O seu nome deriva de ser cozido em fornos nos lagares de azeite quando se moía a azeitona. Assavam-se batatas e cebolas com casca espetadas num arame, penduradas dentro do forno à lenha. Juntava-se alho cru e regava-se com bastante azeite acabado de tirar do lagar.

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