Política

Parque de saúde ainda requer área

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 3 min


A prefeitura espera viabilizar ainda neste semestre uma área para o futuro Parque Tecnológico da Saúde em Bauru. A área planejada, de 200 mil metros quadrados, está localizada Distrito Industrial 2, mas carece de regularização de matrícula de alguns lotes. Atualmente, uma espaço de 98 mil metros quadrados da Funcraf seria incorporado nessa iniciativa. Superada essa fase, Bauru teria acesso a uma verba de R$ 8 milhões de um programa do Governo do Estado voltado para parques tecnológicos. De acordo com o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB), algumas das empresas que já demonstraram interesse no projeto são internacionais e trarão mão de obra e conhecimento especializado para a cidade.

O prefeito informa que alguns lotes que fazem parte do espaço planejado para o Parque Tecnológico de Saúde ainda necessitam de regularização de matrícula e desafetação de ruas. "No início da administração, nós priorizamos a regularização de áreas do Distrito Industrial 1. Agora, fazemos o mesmo trabalho no Distrito Industrial 2. Na época, a prefeitura fez a desapropriação para a área, mas muitos lotes continuam com regularização pendente. Estamos correndo para resolver isso", explica Rodrigo.

Ele reconhece que não será uma tarefa muito fácil regularizar essas áreas. "O problema é que não é uma matrícula só. Temos desde desafetação de ruas a quase uma centena de lotes, áreas que são da Fepasa. A prefeitura desapropriou e doou esse espaço sem essa conclusão", afirma o prefeito.

Ainda no ano passado, a prefeitura divulgou no Diário Oficial de Bauru o reconhecimento do espaço como Parque Tecnológico. Esse foi o primeiro passo para o processo de viabilizar a iniciativa. Porém, para se inscrever no programa da Secretaria de Estado do Desenvolvimento, é preciso apresentar o registro da área. Por isso o esforço da prefeitura em regularizar as matrículas. "No programa de parques tecnológicos do governo, teremos uma verba de R$ 8 milhões para investir na infraestrutura adicional da área", adianta Rodrigo. Ele acredita que inicialmente o parque teria condições de abrigar cinco empresas da área de Saúde. "Assim que conseguirmos viabilizar a questão das matrículas, já teremos essa verba disponível para começar", destaca.

Empresas de química fina, de equipamentos de saúde, de remédios. Esse é o público-alvo do Parque Tecnológico de Saúde, segundo o prefeito. Ele informa ainda que negócios destinados a prestação de serviço para a saúde, como lavanderias, também terão oportunidade. "O Brasil precisa importar muitos produtos relacionados ao atendimento na Saúde. A ideia é atrair essas empresas para que produzam aqui em Bauru. Seria extremamente positivo e interessante para cidade", avalia Rodrigo Agostinho.

Histórico


Em 2002, a prefeitura doou uma área de 98 mil metros quadrados para a Funcraf no Distrito Industrial 2. No ano retrasado, a fundação apresentou ao Executivo projeto para a ocupação da área, conforme reportagem publicada em 2009 pelo JC. A iniciativa previa a junção do espaço da entidade com outras áreas, totalizando 200 mil metros quadrados no distrito. A proposta previa a instalação de lavanderia hospitalar para prestar serviços especializados a todas as unidades públicas em Bauru, a formação de mão de obra técnica no setor para dar suporte à especialização hospitalar e uma fábrica de equipamentos e produtos de fisioterapia, reabilitação e acessibilidade. Inicialmente, a ideia do Centrinho era instalar uma unidade de fabricação de uma linha própria de produtos de saúde através da Fundação para o Remédio Popular (Furp). Com a instalação de uma unidade da Furp em Araraquara, a alternativa ficou difícil. Entre os programas apresentados pela Funcraf na época estava o Projeto Cirandar, um conjunto de laboratórios para fabricação de equipamentos e produtos de fisioterapia, reabilitação, adaptação e acessibilidade para idosos, pessoas com doenças como Alzheimer, Parkinson etc.

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