O prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) disse à direção do Serviço Social da Indústria (Sesi) na última semana, em reunião em São Paulo, que vai formular proposta para compra das instalações da unidade em Bauru no Centro, na Rua Rubens Arruda, nas proximidades da Avenida Duque de Caxias. O interesse do Executivo, demonstrado em conversação iniciada em 2010, foi reforçada no encontro. A administração quer ocupar a unidade com programas na área de Educação.
Segundo Agostinho, o comando estadual da entidade disse que concluiu o projeto de novo Centro Esportivo previsto para ser construído na área onde já funciona a unidade localizada na região do Horto Florestal. O projeto, orçado em R$ 15 milhões, conta com ginásio em dimensões oficiais para prática de modalidades como futebol de salão, basquete e voley, piscina semi-olímpica (25x20) e escola com capacidade para 800 alunos. "O projeto ficou lindo e o Sesi vai mesmo construir esse complexo fora do Centro. Para isso, está definido que será necessária a venda da unidade central. E a prefeitura ratificou que quer comprar a área para instalar projetos ligados à área de Educação", disse.
O chefe do Executivo contou que, para implantar o empreendimento próximo à unidade do Horto Florestal, o Sesi contou que precisa de uma área anexa. "A prefeitura aceita comprar a área para repassar ao Sesi. O que nós pedimos é que este valor seja deduzido do valor que teremos de pagar pelas instalações no Centro. Outra proposta que fizemos é que a CEF avalie as instalações para que as partes cheguem a um valor final. A prefeitura tem uma avaliação e o Sesi tem outra. Resolvido isso, estaremos próximos de avançar com o negócio", ampliou.
A administração municipal quer parcelar o pagamento. "Nós vamos utilizar recursos vinculados à Educação, que é a destinação das instalações e pedimos para pagar parcelado. Feita a avaliação vamos sentir de definir isso. Pedimos uma audiência com o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, para tratar desse assunto e esperamos definir isso em breve", contou Agostinho.
Na última avaliação apresentada no início do negócio, em meados de julho do ano passado, a unidade central do Sesi havia sido indicada ao valor de R$ 6,5 milhões. Mas a administração quer reduzir a proposta. O conselho do Sesi já havia deliberado que a venda tem de ser realizada pelo valor de mercado e que a avaliação deve ser apontada pela Caixa Econômica Federal (CEF). O banco federal realizou o levantamento prévio nas instalações, incluindo as áreas administrativas, operacionais e equipamentos esportivos (como quadras e vestiários) Mas o Executivo não concordou com a cifra.
Ocupação
A administração municipal pretende, a princípio, instalar no local duas escolas que funcionam com dificuldades na região central e mais uma creche para o atendimento de funcionários da mesma área de influência na sede.
"Temos a escola ao lado da igreja Santa Terezinha com problemas e outra que exigiria alto investimento em reforma ao lado do Corpo de Bombeiros. Além disso, precisamos construir uma creche para atender a funcionários da região central. Estes investimentos são consideráveis e, além disso, a compra da sede do Sesi resultaria em redução no gasto com aluguel nestas escolas", abordou o Executivo, em 2010.