São Paulo - Em cerimônia que reuniu partidos adversários, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), entregou ontem a Medalha 25 de Janeiro ao ex-vice-presidente José Alencar. O evento foi o primeiro encontro público da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva após a posse. Debilitado, Alencar chegou de cadeira de rodas acompanhado por uma equipe de médicos. O ex-vice-presidente, emocionado, admitiu que chorou ao saber que Dilma e Lula estariam juntos na homenagem. "Eles vieram e eu achava que não poderia deixar de vir", disse Alencar. Diante de parentes e políticos de diversos partidos, o ex-vice-presidente discursou sentado e disse que não está totalmente recuperado, mas que "está bem melhor". "São 90 dias de internação, exceto dois dias em Brasília e um dia no meu apartamento, em São Paulo", justificou, ao lembrar que, durante o tratamento contra o câncer, teve enfarte, edema pulmonar e até hemorragias. Alencar agradeceu o carinho de Kassab e do governador Geraldo Alckmin (PSDB). "Para mim, (a homenagem) é uma honra muito grande", afirmou. Bem-humorado, o ex-vice-presidente brincou com os convidados. "Os discursos devem ser como vestido de mulher. Não devem ser nem tão curtos que nos escandalizem, nem tão longos que nos entristeçam." Alencar destacou que, mesmo com as dificuldades, o tratamento evolui. "Se eu morrer agora, é um privilégio para mim porque a situação está tão boa que não tem como melhorar, está todo mundo orando por mim. Seja qual for o resultado, será uma vitória nossa." Durante o discurso de 9 minutos e 40 segundos, Alencar dispensou o texto que havia preparado, por preferir "falar com o coração". De improviso, ele contou que, fora da Vice-Presidência, já não anda com os tradicionais batedores da segurança e que, por isso, tem observado a cidade e seus carros luxuosos, o que, na opinião dele, é uma prova de que o País vai bem. "Me perdoe. Eu fiz parte desse governo, mas o Brasil vai bem graças à dedicação extraordinária do presidente Lula", disse, diante de uma plateia que tinha tucanos e democratas entre convidados."Exemplo de dignidade"
Dilma Rousseff afirmou ontem que o ex-vice presidente José Alencar "dá um exemplo de dignidade" em sua luta contra o câncer. Durante seu discurso, Dilma ficou com olhos marejados e chegou a chorar. "Ele foi sem dúvida nenhuma um grande vice-presidente ao lado de um grande presidente", afirmou Dilma em referência aos oito anos de parceria entre Lula e Alencar. A presidente enalteceu a trajetória de Alencar que, a exemplo de Lula, nasceu em família pobre. "A gente deve reconhecer a importância desse homem que saiu de baixo e construiu um império econômico, mas não perdeu jamais o compromisso com a soberania do País e com o resgate de milhões de brasileiros da miséria." Dilma elogiou a equipe médica do político e disse que ele trava "uma luta tenaz" pela vida - ele combate um câncer no abdome há 15 anos e está há três meses em idas e vindas no Hospital Sírio-Libanês. Segundo ela, Alencar não só sobrevive com honradez, mas com energia. O atual vice-presidente, Michel Temer (PMDB), o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e o prefeito da Capital, Gilberto Kassab (DEM), também estavam no palco que reuniu Lula, Dilma e Alencar na Prefeitura de São Paulo. O prefeito Kassab cometeu uma gafe ao anunciar Dilma, chamando-a de vice-presidente. A cerimônia terminou sem que Lula discursasse. O ex-presidente saiu sem falar com a imprensa, em um helicóptero junto com Dilma.
Dilma Rousseff afirmou ontem que o ex-vice presidente José Alencar "dá um exemplo de dignidade" em sua luta contra o câncer. Durante seu discurso, Dilma ficou com olhos marejados e chegou a chorar. "Ele foi sem dúvida nenhuma um grande vice-presidente ao lado de um grande presidente", afirmou Dilma em referência aos oito anos de parceria entre Lula e Alencar. A presidente enalteceu a trajetória de Alencar que, a exemplo de Lula, nasceu em família pobre. "A gente deve reconhecer a importância desse homem que saiu de baixo e construiu um império econômico, mas não perdeu jamais o compromisso com a soberania do País e com o resgate de milhões de brasileiros da miséria." Dilma elogiou a equipe médica do político e disse que ele trava "uma luta tenaz" pela vida - ele combate um câncer no abdome há 15 anos e está há três meses em idas e vindas no Hospital Sírio-Libanês. Segundo ela, Alencar não só sobrevive com honradez, mas com energia. O atual vice-presidente, Michel Temer (PMDB), o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e o prefeito da Capital, Gilberto Kassab (DEM), também estavam no palco que reuniu Lula, Dilma e Alencar na Prefeitura de São Paulo. O prefeito Kassab cometeu uma gafe ao anunciar Dilma, chamando-a de vice-presidente. A cerimônia terminou sem que Lula discursasse. O ex-presidente saiu sem falar com a imprensa, em um helicóptero junto com Dilma.