Esportes

Iniciativa privada pode reformar Panela

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 3 min

Em entrevista ao site da Liga Nacional de Basquete (LNB), o técnico Guerrinha, do Itabom/Bauru, revelou ontem a possibilidade, confirmada pelo presidente da equipe, Pedro Poli, da iniciativa privada responsabilizar-se pela reforma da Panela de Pressão caso não haja entendimento entre a Prefeitura e o Noroeste, dono do ginásio. Além disso, o treinador considerou "quase nulo" o risco da cidade perder o time de basquete para outro município. O ginásio está envolvido em interminável "imbróglio" jurídico entre Prefeitura e Noroeste para sua locação a fim de que a equipe bauruense, que terá de deixar de usar o ginásio da Luso em maio, e outras modalidades, possam utilizá-lo.

"Na teoria o risco existe sim, mas na prática esse risco é quase nulo porque já existe uma mobilização da Prefeitura garantindo que agora em fevereiro começam as reformas da Panela de Pressão. Caso a Prefeitura não comece as reformas, já existe uma mobilização do empresariado local e da própria equipe. Estamos aguardando o posicionamento da Prefeitura e, caso ela não tome a atitude, a iniciativa privada da cidade de Bauru vai se responsabilizar pela reforma da Panela de Pressão", declarou Guerrinha ao site.

Guerrinha também negou existir um conflito entre a diretoria do Itabom/Bauru e a Prefeitura. "Existe uma necessidade que é reformar a Panela. As autoridades têm que tomar um posicionamento, seja de sim ou de não. A partir desse posicionamento do Poder Público que vamos ver como as coisas se desenrolam. Se a Prefeitura não se posicionar, a cidade, a torcida e o empresariado local vão tomar frente no caso. Todo mundo na cidade quer a reforma da Panela, então tenho certeza que esse imbróglio vai acabar."

O presidente do Itabom/Bauru, o empresário Pedro Poli, disse estar esperando um posicionamento do Poder Público para a questão, mas não descarta a possibilidade de iniciar negociações paralelas visando a montagem de um "pool" de empresas para reformar o ginásio Panela de Pressão. "Apesar de não ser bauruense e ter adotado Bauru para morar e criar meus filhos, aprendi a gostar muito dessa cidade e a respeitar a tradição do basquete e seus torcedores, que têm um amor profundo e contagiante pelo nosso time. Independente do Poder Público, faremos o impossível para não tirar o time de Bauru por uma questão de merecimento da torcida e da cidade. E a gente vai ter um plano B para chegar a um acordo com o Noroeste. Ainda não os procuramos para tentarmos ver se a Itabom, junto com outras empresas de Bauru, que têm o mesmo carinho que a Itabom tem pela cidade, faz (a reforma) pela iniciativa privada sim, porque não?", destacou Poli. E acrescentou:

"Vamos aguardar o posicionamento do Poder Público, mas paralelamente vamos negociar juntos. É uma questão de tempo e condição física. A reforma que o ginásio merece não sei se existe mais o tempo necessário para isso e, se for ainda pelo Poder Público, isso demanda contratações e licitações. Se for pelo Poder Público, melhor, senão vamos trabalhar paralelamente sim com a possibilidade da reforma privada."

Já sobre a possibilidade de alugar o ginásio diretamente com o Noroeste, Poli revelou a existência apenas de conversas preliminares com o clube. "Estamos pensando e é algo que pode vir a ser conversado com o Noroeste. Existe uma conversa preliminar, mas pretendemos chegar e sentar com a diretoria do Noroeste e propor um acordo com eles para a Itabom, e outros patrocinadores, arrendar esse ginásio, reformá-lo e deixá-lo à altura do que Bauru merece e que até hoje, infelizmente, não tem. Vamos continuar respeitando nossos políticos da cidade e continuar fazendo nosso trabalho e tentar fugir das polêmicas. Temos interesse em trabalhar em prol do esporte", conclui Poli.

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