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Sensação de ser ?bom negócio? atrai

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 3 min

As compras feitas sob pressão ou por impulso, geralmente, são mais emocionais do que racionais. No caso específico dos sites de compras coletivas, elas ocorrem mais pela vontade do internauta em sentir que está fazendo um bom negócio.

De acordo com a psicóloga Marcela Velosa, especializada em comportamento dos consumidores, é próprio do ser humano buscar a sensação de que está tendo lucro e vantagens ao adquirir produtos e serviços. Ela lembra que a possibilidade de ganhar um simples brinde, que, muitas vezes, nem chega a usar, é motivo para as pessoas gastarem naquilo que não tinham planos.

Como uma forma de comprovar a tese, Marcela comenta que, em conversa com empresários que anunciaram promoção em sites de compras coletivas, disseram que cerca de 40% das pessoas que compraram o produto ou o serviço não compareceram.

Para a psicóloga, isso mostra que uma parte compra sem precisar o que está comprando, ou seja, consome-se pelo simples fato de consumir e, com isso, achar que está levando vantagem, de que está saindo ganhando na transação.

Outro motivo de estímulo, segundo Marcela, é a necessidade que as pessoas têm de mostrar que fazem parte de um grupo. "Principalmente os jovens sentem essa necessidade. Eles querem mostrar que estão atentos às novidades", explica.

Quanto às compras por impulso, a psicóloga diz que depende muito de como as pessoas foram educadas na relação com o dinheiro e o consumo. "Esse é um aspecto que varia de pessoa para pessoa. Depende de como ela foi educada."

Sobre o futuro das transações feitas a partir dos sites de compras coletivas, Marcela acredita que a tendência é os consumidores ficarem mais seletivos nas compras. "No começo, por ser novidade, compra sem precisar, só para aproveitar. Mas, depois, quando deixar de ser novidade, as compras devem ficar mais racionais."

Fique atento

Não há nenhuma queixa registrada no Procon de Bauru contra os sites de compras coletivas. De acordo com o órgão de defesa do consumidor, o serviço ainda é muito recente na cidade. Até por isso, é importante que as pessoas fiquem atentas aos cuidados necessários para não ter uma experiência desagradável.

Para a advogada Katia Mansur Murad, o usuário é levado a consumir por impulso diante de ofertas tão tentadoras. Com medo de perder um "negócio da China", deixa de tomar certas precauções e se expõem a riscos.

Ela adverte que, para não cair em nenhuma enrascada, é muito importante ler atentamente todos os termos do serviço oferecido e, inclusive, o prazo de validade da oferta. Segundo a advogada, a empresa deve cumprir rigorosamente o que ofereceu e na forma que ofereceu, ou seja, não pode cobrar taxas ou praticar preços diferentes daqueles oferecidos no site.

Katia recomenda que, se o consumidor tiver qualquer problema em utilizar as ofertas, deverá, primeiramente, procurar resolver com o estabelecimento e, se não tiver sucesso, deverá procurar os órgãos de defesa do consumidor, como o Procon.

Segundo ela, de maneira geral, quando o internauta fica insatisfeito com a compra efetuada é porque não prestou atenção aos termos de compra ou não checou a procedência da loja virtual. A advogada lembra que é preciso verificar se há telefone de contato ou endereço para que o consumidor possa reclamar em caso de alguma coisa dar errado.

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