Regional

TRE rejeita cassar prefeito de Jaú

Aurélio Alonso
| Tempo de leitura: 2 min


Jaú ? O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) julgou ontem à tarde improcedente o recurso da coligação "Nova Atitude, o Futuro é Agora" que pedia a cassação do mandato do prefeito de Jaú, Osvaldo Franceschi Junior (PV), por suposta compra de votos na última eleição municipal. A decisão foi por unanimidade.

Em primeira instância, Franceschi já tinha sido inocentado da representação feita à Justiça Eleitoral pelo candidato Rafael Agostini (PT) da coligação que ficou em segundo colocado no último pleito municipal por diferença de 282 votos. É a quarta vitória na segunda instância que afasta em definitivo a possibilidade de cassação do atual prefeito pela Justiça Eleitoral.

De acordo com a acusação, Franceschi teria oferecido dinheiro, consultas médicas, cadeira de rodas e cirurgia em troca de votos. Ele escapou de todas as acusações, mas a Procuradoria Regional Eleitoral ainda ofereceu denúncia para o caso de oferta de cirurgia. Mesmo não havendo pedido expresso de voto, o Ministério Público entendeu que a manobra teve a intenção da compra de votos, sob o manto de "filantropia médica".

Para sustentar a acusação, foi anexada entrevista de testemunha à TV Tem, em que uma eleitora alega ter sido beneficiada com bilhete do então candidato a prefeito. O papel escrito facilitaria a realização de cirurgia na bexiga.

O advogado do prefeito, Geraldo Jabur, ressalta que o bilhete apenas indicou para a paciente o nome de um médico especialista, porque Franceschi estava em campanha e não tinha como fazer a cirurgia. "A mulher corria risco de vida, não houve compra de voto", disse.

Em 22 de setembro do ano passado o TRE já havia rejeitado dois recursos contra a candidatura do prefeito de Jaú sobre a suposta compra de votos, mas como dependia de perícia o julgamento do quarto caso ocorreu ontem.

Já no ano passado o tribunal julgou improcedente outra a ação do candidato Rafael Agostini que acusou Franceschi de lançar uma suposta candidatura-laranja de Lindiséia Baicaicoa (PMN) nas últimas eleições municipais para dividir os votos e prejudicar as campanhas adversárias.

O ex-prefeito declarou ontem à noite que enfrentou um "calvário" de denúncias sem fundamento. "Diziam que não tomaria posse e nem seria diplomado, depois soltaram boato que meu mandato só duraria um mês e me perseguiram durante todo esse período. A decisão unânime da Justiça demonstra que não tivemos nenhuma participação de abuso do poder econômico e a sentença faz justiça", declara Franceschi. Ele afirmou que as acusações por compra de voto não tinham fundamento.

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