Internacional

Fidel e Chávez foram enganados pelos EUA


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Londres - Um telegrama diplomático dos EUA vazado pelo WikiLeaks revelou que o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e o ditador cubano Fidel Castro firmaram um acordo em 2009 sem saber que o texto final havia sido redigido por Washington. Segundo o telegrama, publicado pelo jornal espanhol "El Pais", o então presidente de Honduras, Manuel Zelaya, agiu como um "agente duplo" nessa ação. O plano dos EUA começou a ser articulado quando Honduras aderiu ao bloco da Alba (Alternativa Bolivariana para as Américas). Mesmo pertencendo ao grupo de Chávez e dos presidentes Daniel Ortega (Nicarágua), Rafael Correa (Equador) e Evo Morales (Bolívia), Zelaya continuava mantendo laços estreitos com os EUA, segundo o documento. Em junho de 2009, reunidos em uma cúpula da OEA (Organização dos Estados Americanos) em Honduras, os países da Alba discutiram sobre a possível entrada de Cuba no bloco. A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, teria entrado em contato com Zelaya, pedindo que ele apresentasse à Alba, em nome de seu país, uma proposta redigida por Washington. O documento impunha uma condição à entrada de Cuba no bloco: Fidel deveria aderir aos princípios da OEA para fazer parte da Alba. O telegrama diplomático americano diz que, a princípio, os países da Alba foram contrários à proposta. Pressionado pelos EUA, Zelaya teria então ameaçado tirar Honduras do bloco. O desfecho, segundo diplomatas americanos, foi que o então presidente hondurenho telefonou para Fidel Castro e o convenceu a aceitar os termos dos EUA - acreditando se tratar de um capricho do próprio Zelaya. Após o contato telefônico, o documento de adesão de Cuba à Alba, redigido por Washington, foi aprovado.

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