Regional

Aumenta número de homicídio em Jaú

Aurélio Alonso
| Tempo de leitura: 5 min

A cidade de Jaú (47 quilômetros de Bauru) tem a maior taxa de homicídio doloso na região com variação entre 2009 e 2010 em municípios de mais de 100 mil habitantes. No Estado, a cidade mais violenta é Franco da Rocha com 21,28 de taxa de homicídio. Em números absolutos são 28 mortes no município da Grande São Paulo no ano passado contra 26 em 2009, mas Bauru, Ourinhos e Jaú figuram com índice alto numa lista entre 75 cidades mais violentas.

No caso de Jaú, a variação é de 455,63% entre 2010 e 2009, respectivamente taxa de 8,39 e 1,51. Em números absolutos no ano passado 11 pessoas morreram assassinadas contra duas em 2009, o que representa em todo Estado o município em 45º no número de mortes violentas. Nos últimos 10 anos, também é o maior aumento na taxa de homicídio.

O delegado assistente da seccional de Jaú, Claudemir Ferracini, explicou ontem que os crimes que ocorreram em Jaú são passionais, difíceis de serem evitados, não refletem aumento da violência na cidade. "A maior parte foi esclarecida e não são acertos de contas do tráfico de drogas", declara.

Lins também teve crescimento de 165% na taxa de homicídio num comparativo entre os últimos dois anos, embora não esteja no grupo de municípios com 100 mil. Em 2010, a taxa esteve em 11,19 contra 4,22 em 2009. Não é o maior índice se comparado nos últimos 10 anos: em 2003, a taxa atingiu 14,70 e, 2005, o índice foi 14,40 por 100 mil habitantes.

O delegado seccional de Lins, Luiz Roberto Saud Bertozzo, também atribui a crimes passionais e por motivos fúteis o aumento de homicídios no município.

Botucatu teve queda de 50,63%. Em 2010, taxa de 1,57 contra 3,18 de homicídios dolosos em 2009. Em números absolutos foram duas mortes no ano passado e quatro em 2009.

Marília teve 14 mortes em 2010 contra 6 no ano anterior, respectivamente taxa de 6,46 e 2,64, com variação de 144,7% de aumento.

Bauru é o 20º no ranking estadual com maior incidência de homicídio doloso, com 45 assassinatos no ano passado e 38 em 2009.

O Estado de São Paulo nos últimos 10 anos tem figurado como o Estado que teve queda no número de homicídios com taxa de 10,48 por grupo de 100 mil habitantes, mas ainda é "zona epidêmica de homicídios" para a Organização Mundial de Saúde, quando o indicador supera a 10 homicídios por 100 mil habitantes.

A cidade de Ourinhos (120 quilômetros de Bauru), na divisa do Paraná, teve índice de 10,68 na taxa de homicídio doloso com 11 assassinatos contra 6 do ano anterior em números absolutos. O município já figurou em estatística com menor índice de criminalidade, mas registrou aumento nas estatísticas.

Lençóis Paulista teve queda no número de homicídios. Em 2010 a taxa foi de 3,25 contra 9,54 em 2009. A cidade sempre registrou número alto de roubos e furtos, teve queda nos homicídios nos últimos dois anos.

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Crimes imprevisíveis


O número alto de homicídio doloso registrado em Jaú não significa que existe uma onda de violência no município, informa as autoridades policiais.

O delegado assistente da seccional de Jaú, Claudemir Ferracini, explica que a maioria dos casos foi de crimes passionais. Um deles ocorreu no início do ano em um hotel, onde o pai matou duas crianças e depois se matou.

"Não se trata de acerto de contas do crime organizado ou de chacinas. São crimes imprevisíveis, de difícil prevenção, mas esse aumento na taxa de homicídio não refletiu na segurança pública do município", declara. Segundo ele, todos os crimes foram esclarecidos.

Em Lins, o delegado seccional Luiz Roberto Bertozzo explica que dos oitos homicídios registrados no ano passado na cidade, três foram passionais, dois por motivos fúteis e dois por criminosos envolvidos com tráfico de drogas.

"Fazemos reuniões trimestrais de análise dos dados junto com a Polícia Militar. A seccional de Lins sempre teve índice de criminalidade baixo na sub-região de Bauru. Esses crimes são eventuais por motivos passionais, de briga de marido com mulher e dentro do universo da cidade, difícil de serem evitados", declara.

Dois duplos homicídios que ocorreram no início do ano passado, segundo o delegado, envolvia detentos ligados à criminalidade. "As vítimas já tinham condenação por tráfico de drogas, dois deles com benefício da saidinha temporária", observa Bertozzo.

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Botucatu tem queda de 50% em assassinatos


Botucatu (100 quilômetros de Bauru) fechou o ano de 2010 com taxa de homicídio menor do que em 2009. O município registrou um dos casos mais violentos ? explosão por bandidos da delegacia de entorpecentes ?, no entanto, a taxa de homicídio foi de 1,57 no ano passado ante 3,18 no período de 2009.

Em números absolutos foram quatro homicídios dolosos em 2009 e dois no ano passado, redução de 50,63%.

Em números absolutos, São Paulo teve 4.320 casos de homicídios dolosos em 2010. Botucatu registrou apenas dois casos.

O secretário municipal de Segurança de Botucatu, Adjair de Campos, diz em nota que, a redução dos índices de criminalidade, comprova que o trabalho integrado entre as polícias e a Guarda Municipal é o caminho adequado para garantir a ordem e a tranquilidade na cidade.

"A GCM colabora através de patrulhamentos preventivos comunitários e apoiando as ações da polícia. Percorremos cerca de mil quilômetros por dia. No ano passado realizamos mais de 31 mil ações, sendo mais de 25 mil de caráter preventivo. Além disso, desenvolvemos programas como o Patrulha da Paz e o Cidadania e Civismo que contribuem para a cultura da não violência. Estamos no caminho certo", avalia.

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