Tribuna do Leitor

Crise na saúde


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O mero criticismo sobre os atos da Administração Pública não ajuda a construir e pode ser materializado numa imensa demagogia. A crítica deve ser construtiva e não destrutiva e, de preferência, acompanhada de sugestões saudáveis e plenamente realizáveis. No tocante à crise do atendimento da saúde em nosso município, gostaria de sugestionar que a Secretaria Municipal de Saúde abortasse a iniciativa de gastar milhões para reformular o prédio da Estação Ferroviária para lá irem algumas secretarias e a Câmara Municipal de Vereadores, e priorizasse os salários dos médicos e a falta de remédios para que a população bauruense não continue padecendo em filas intermináveis de atendimento no Pronto-Socorro e nos postos de saúde. Nada contra a reforma da Estação Ferroviária, que é uma ótima ideia e ajudará na vitalização do centro da cidade. No entanto, pode esperar mais um pouco, mesmo porque a prioridade da saúde devem ser os seres humanos. E de nada adiantará as UPAs se não tiverem médicos bem remunerados para atender à população. PS- A revolução pacífica que começou na Tunísia, no Iemên e agora se alastra pelo Egito foi de iniciativa totalmente popular e puxada por jovens e idosos. Os partidos políticos vieram a reboque e as centrais sindicais também.
Pedro Valentim

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