Teerã (Reuters) - O Irã exibiu ontemnovos mísseis e nova tecnologia de satélites, dizendo a seus inimigos que tem "domínio completo" sobre a entrada do Golfo Pérsico, rico em petróleo. Como parte das comemorações anuais da revolução do Irã, um momento tradicionalmente acompanhado por novos avanços tecnológicos e militares, o presidente Mahmoud Ahmadinejad apresentou satélites de fabricação nacional, enquanto um comandante sênior exibiu mísseis produzidos em massa."Devemos chegar a um ponto no qual poderemos transferir nosso conhecimento e nossa tecnologia no campo aeroespacial a outros países", disse Ahmadinejad em discurso, exibindo os satélites, que afirmou terem finalidades científicas, e um filme sobre um foguete portador de satélite. Embora o Irã não esteja envolvido em nenhum conflito militar, o país vive em alerta constante contra possíveis ataques dos Estados Unidos e Israel, que não excluem a possibilidade de lançar ataques preventivos para impedir Teerã de ter acesso a armas nucleares. O Irã afirma que não tem a intenção de fabricar bombas nucleares e que seu programa atômico - que é alvo de sanções dos EUA, Europa e ONU - é inteiramente pacífico. Em 2009, o Irã pôs em órbita pela primeira vez um satélite de fabricação doméstica. A medida intensificou o receio do Ocidente de que a República Islâmica esteja procurando fabricar uma bomba nuclear e sistemas de envio de mísseis. O comandante-chefe da Guarda Revolucionária, Mohammad Ali Jafari, disse que o novo míssil produzido em massa poderá alvejar inimigos no mar."Sua velocidade é três vezes superior à velocidade do som. Ele não pode ser rastreado ou desativado por inimigos", disse Jafari, segundo a agência de notícias oficial Irna. Outro comandante da Guarda Revolucionária, Ali Fadavi, reiterou a ameaça iraniana de fechar o Estreito de Hormuz, o canal estreito pelo qual passa 40 por cento do comércio petrolífero marítimo do mundo."O Golfo Pérsico e o Estreito de Hormuz estão sob o controle total da Guarda Revolucionária... e serão bloqueados em caso de uma ameaça", disse ele, segundo a agência de notícias semi-oficial Mehr. Analistas estrangeiros dizem que o Irã relutaria em tomar essa medida drástica, já que ela cortaria suas próprias exportações de petróleo.
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