Bairros

Emef do Parque Santa Edwirges é depredada

Vinícius Lousada
| Tempo de leitura: 2 min

A Emef Maria Chaparro Costa, no Parque Santa Edwirges, em Bauru, foi depredada no início da noite de ontem, enquanto estava fechada no intervalo entre as aulas vespertinas e noturnas. Foram encontradas fezes no pátio da escola, onde 26 lâmpadas fluorescentes foram destruídas e as janelas de vidro das salas de aula foram quebradas. Três pontos do telhado também foram danificados.

Segundo os policiais militares acionados pela comunidade, meninos entre 10 e 12 anos teriam sido responsáveis pelo ato de vandalismo, mas nenhum morador quis denunciar os autores. Alguns deles estariam usando o uniforme da escola. As crianças teriam entrado pulando o muro de aproximadamente 2 metros de altura, que conta com elementos vazados, facilitando a invasão à unidade escolar.

Os alunos do período noturno foram dispensados e estavam assustados. Alguns teriam alegado que, por medo, não voltariam a frequentar as aulas. De acordo com informações da diretora do Departamento de Unidades Escolares, da Secretaria Municipal de Educação, Elisabete de Oliveira Pereira, a diretora da escola assumiu o cargo no início desse ano e também considera abandonar o posto.

Elisabete esteve no local logo após o ocorrido, por volta das 18h15. Ela afirma que o vigia que cuida da escola estava de folga e não havia outro funcionário para trabalhar em seu lugar. Ela conta que não é a primeira vez que a unidade escolar é alvo de vandalismo. "No ano passado, houve outros casos. Uma mãe me contou, por exemplo, que, neste fim de semana, crianças quebraram a tampa e nadaram na caixa d?água, de onde vem a água utilizada na merenda. No entanto, as pessoas têm medo de denunciar", relata.

A diretora do Departamento de Unidades Escolares afirma que as aulas dessa manhã estão suspensas para a limpeza da escola, mas que, a tarde, ela vai funcionar normalmente. "Para a próxima semana, vamos marcar reunião com os pais, no período noturno para que a maioria possa comparecer. Precisamos contar com o apoio da comunidade no enfrentamento deste problema", observa Elisabete.

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