São Paulo - As micro e pequenas empresas do Estado de São Paulo fecharam 2010 com uma receita de R$ 305,8 bilhões, com aumento real - já descontada a inflação - de 9,6% ante 2009, registrando o melhor resultado da série histórica iniciada em 1998. A pesquisa do Sebrae-SP divulgada ontem também mostra que essa parcela das empresas faturou R$ 30,7 bilhões em dezembro, alta de 19,2% ante o mesmo mês de 2009, chegando ao 15.º mês consecutivo de aumento de receita. Na divisão por setores, serviços puxou a alta do faturamento anual (16,4% no período), seguido por indústria (10,9%) e comércio (5,8%). "A expectativa é que 2011 também seja um ano positivo. A expansão do emprego e da renda e, consequentemente, do consumo, continuará criando oportunidades", afirma o diretor superintendente do Sebrae-SP, Bruno Caetano. Na sua avaliação, um dos entraves para parte dessas empresas ainda é a falta de planejamento e de gestão, evitando, por exemplo, financiamentos desnecessários. "Ainda mais nesse momento, que o crédito vai ficar mais caro", ressalta. A inovação é outro ponto que precisa ser reforçado, afirma. As micro e pequenas representam 98% das empresas paulistas e 67% do pessoal ocupado no setor privado. São consideradas de pequeno porte empresas com faturamento anual até R$ 2,4 milhões e micro, com faturamento até R$ 240 mil. A pesquisa englobou 1,33 milhão de empresas. No último mês do ano passado, o Interior de São Paulo teve o maior crescimento no faturamento, de 16,2%, ante dezembro de 2009.
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