Tribuna do Leitor

BAURU À VENDA


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Estão querendo vender tudo, já venderam o BAC, já venderam o Tênis, estão vendendo a Luso, querem vender o Aeroclube, quando desponta um bom jogador no Noroeste é imediatamente vendido, sugiro que então vendam a Praça Rui Barbosa, que, diga-se de passagem, já não tem a menor utilidade pois cortaram as árvores e o sol lá é causticante, servindo apenas para juntar pedintes e desocupados. Registro aqui duas exceções: primeiro quanto aos coitados dos aposentados que não têm local para o lazer e ficam jogados lá à mercê de vagabundos, usuários de crack e prostitutas e, em segundo, o nobre Pastor Varme, que clama no deserto naquele seara. A venda da Praça Rui Barbosa traria dinheiro para consertar as Nações Unidas trazendo o rio que está aprisionado em uma tubulação mal dimensionada e que passaria a ser canalizado na forma aberta como na avenida Nuno de Assis, de modo a dar vazão ao volume de água que a cada ano será evidentemente maior. E na Praça Rui Barbosa poderia ser construído um conjunto vertical de prédios de moradias para os trabalhadores do comércio, principalmente (essa ideia é do jornalista Silvio Rodrigues). Quanto à Estação Ferroviária, poderia ser dada uma bela caiação, um trabalho de perfumaria para poder-se colocá-la à venda e direcionada a algum comprador incauto ou menos avisado. E tenho dito.
Elias Brandão

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