Teerã - O presidente do Parlamento iraniano, Alí Larijani, e os deputados da maioria conservadora lançaram ontem violentos ataques verbais contra os líderes da oposição, um dia após protestos contra o governo. Ao menos uma pessoa morreu e dezenas ficaram feridas na manifestação de an teontem, que recebeu apoio dos Estados Unidos. Ontem contudo o clima é de tranquilidade nas ruas de Teerã e não há sinais de uma nova manifestação. Os deputados iranianos gritaram "morte aos Estados Unidos", "morte a Israel" e "morte a (Mir Hossein) Mousavi e Mehdi Karroubi", líderes do reprimido movimento reformista."Karroubi e Mousavi são corruptos na Terra e devem ser julgados", disseram legisladores em comunicado citado pela agência de notícias Irna. No Irã, o crime de corrupção pode acarretar na condenação à pena de morte. Larijani acusou ainda os EUA e seus aliados de dar apoio à oposição. "O principal objetivo dos americanos é simular os recentes eventos no Oriente Médio no Irã, para divergir as atenções desses países", disse o presidente da Casa, em referência aos protestos que invadem o mundo árabe e que já derrubaram ditadores da Tunísia e Egito. As autoridades iranianas acusam repetidamente os líderes da oposição de fazer parte de um plano do Ocidente para derrubar o regime islâmico. Mousavi e Karroubi negam.____________________ EUA incentivam novos protestos
Washington - O alastramento da onda de protestos no mundo árabe e no Oriente Médio para o Irã reacendeu a rixa entre o regime islâmico e os Estados Unidos, com o governo americano aumentando o tom no apoio à oposição iraniana. Anteontem, milhares de iranianos foram às ruas protestar contra o regime pela primeira vez desde a série de manifestações de 2009 contra a reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad. O presidente dos EUA, Barack Obama, condenou a repressão iraniana às manifestações e ironizou o contraste da reação aos levantes oposicionistas locais e no Egito. "Acho irônico que o governo do Irã celebre o que ocorreu no Egito (a deposição do aliado americano Hosni Mubarak na última sexta), quando agiram em total contraste atirando e batendo nas pessoas que querem se expressar de um modo pacífico." "Espero que continuemos a ver o povo iraniano tendo a coragem de expressar seu desejo de mudança", afirmou o americano, na Casa Branca. As declarações foram rebatidas por Ahmadinejad, para quem os "inimigos" que convocaram os protestos não alcançarão seus objetivos.
Washington - O alastramento da onda de protestos no mundo árabe e no Oriente Médio para o Irã reacendeu a rixa entre o regime islâmico e os Estados Unidos, com o governo americano aumentando o tom no apoio à oposição iraniana. Anteontem, milhares de iranianos foram às ruas protestar contra o regime pela primeira vez desde a série de manifestações de 2009 contra a reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad. O presidente dos EUA, Barack Obama, condenou a repressão iraniana às manifestações e ironizou o contraste da reação aos levantes oposicionistas locais e no Egito. "Acho irônico que o governo do Irã celebre o que ocorreu no Egito (a deposição do aliado americano Hosni Mubarak na última sexta), quando agiram em total contraste atirando e batendo nas pessoas que querem se expressar de um modo pacífico." "Espero que continuemos a ver o povo iraniano tendo a coragem de expressar seu desejo de mudança", afirmou o americano, na Casa Branca. As declarações foram rebatidas por Ahmadinejad, para quem os "inimigos" que convocaram os protestos não alcançarão seus objetivos.