Como educador, fico feliz em saber que o jornalista Alex Costa tenha registrado nesta Tribuna a transformação de seus conhecimentos, ao mencionar que minhas singelas informações, acerca da denominação do órgão estadual de educação, desfizeram um equívoco inicial. Entretanto, cito o ilustre educador Paulo Freire: "Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo", para concluir que são as incertezas que nos movem a transformar a nós mesmos e a sociedade em que vivemos, no embate diário da convivência, convivência pacífica.
É certo que os professores temporários (ACT da Lei nº 500/74), seja os que há muitos anos vinham lecionando na escola pública, seja os recém-formados, saíram da zona de conforto com a edição da Lei Complementar nº 1.093, de 16-07-2009, posto que, em termos constitucionais, o ingresso no serviço público, mesmo para contratação temporária, depende de concurso público de provas ou de provas e títulos. Somando-se a esse fato os frequentes concursos promovidos pela Secretaria da Educação para provimento de cargos (o sr. governador anunciou mais 25.000 para o ano de 2011), as aulas a serem atribuídas aos temporários tornaram-se escassas nas 84 escolas da rede estadual (80 regulares e 4 indígenas), em 16 municípios, na área de abrangência da Diretoria de Ensino - Região Bauru, bem como sua disputa mais acirrada.
Assim, os educadores vão moldando seu aprendizado nas agruras do cotidiano, bem como a Administração vai se ajustando às condições de oferta e procura de professores. É nessa relação dialógica que, mais uma vez, trago a contribuição do inesquecível mestre Paulo Freire: "Não é no silêncio que os homens se fazem, mas na palavra, no trabalho, na ação-reflexão".
Rivaldo Paccola - professor