Cadê os jovens, professor Gino Crês? (Coluna Opinião, 16/02). Acho que consigo responder sua pergunta. A juventude se cala quando se trata de política, cresce aprendendo a ?odiá-la?. Não discute, tornam-se reféns, na verdade vítimas dos próprios atos. Com a eleição do oligarca maranhense apoiado pelo governo e pela oposição, o que nos resta? Que esperança?
Parte dos que derrubaram Collor, em 2010 estavam do mesmo lado, apoiando um ao outro. E os caras pintadas da época quem hoje são? Que cobram? Reclamam do Tiririca, porém, ele vai ser o mais sem graça do show de palhaçada que acontece naquela Casa. Nós, jovens, não podemos mesmo nos calar diante da falcatruagem que ?rola? por aí.
A UNE calou-se no escândalo do Enem, em que se repete a vergonha e a desorganização, pois estão à disposição do governo do PT. Deveriam ser jovens independentes, que cobrariam, mas não, estão corrompidos, são hoje uma representação deturpada, ligada aos interesses petistas. A juventude precisa atuar por seus direitos e não pelos direitos de partidos políticos... É preciso ter a liberdade, autonomia para cobrar, exigir, chega de ?vender a alma pro diabo!?
A juventude precisa tomar seu lugar na sociedade, para ser reconhecida pela sua altivez, pela coragem, pela força de mudar pro melhor. Precisamos de jovens com coragem! Eu acredito numa nova política que começa com o início da minha atuação como cidadão: aprendendo a respeitar o espaço de todos. Não importa quem nos representa, importa sim como e pelo que nos representa!
Wesley Machado Fucciolo, 18 anos