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Justiça decreta prisão de suspeito

Folhapress
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São Paulo - A Justiça de São Paulo decretou ontem a prisão temporária do funcionário público de 24 anos suspeito de participar do atentado a tiros que matou um estudante da FGV (Fundação Getulio Vargas) e feriu outro.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, foi concedida a prisão temporária por 10 dias. Ele já está detido desde ontem à noite no 77.º DP (Santa Cecília). A polícia deve usar o período da prisão para ampliar a investigação sobre o crime e decidir se pede uma prisão preventiva - que não tem, na prática, uma data para que o suspeito seja libertado.

Os policiais chegaram ao funcionário público por uma testemunha anônima que disse ter reconhecido a roupa e a moto do suspeito como usadas pelos criminosos na noite do ataque.

Além de ter uma moto semelhante à utilizada na noite do crime, o suspeito também está mancando, assim como um dos criminosos. Ele disse aos policiais que se machucou num jogo de futebol.

Com ele, os policiais apreenderam dois capacetes e uma jaqueta preta. Para ir e voltar do trabalho, o suspeito passa pela região onde ocorreu o crime.

Júlio César Grimm Bakri, 22 anos, e Christopher Akiocha Tominaga, 23 anos, estudantes do 4.º ano de administração da FGV, foram baleados por volta das 21h de quarta-feira, num bar na rua Dr. Plínio Barbosa, perto da avenida Nove de Julho, centro de SP.

Ferido por cinco tiros de pistola calibre 45, Bakri morreu antes de chegar ao hospital. Tominaga levou quatro tiros que atingiram três regiões do corpo (abdômen, peito e perna), passou por cirurgia e está internado em estado grave.

Em uma das linhas de investigação para o atentado, a polícia suspeita de motivações por brigas relacionadas ao jogo de cartas, principalmente o pôquer, e também por causa de mulheres.

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