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Acidente nuclear é pior na escala internacional desde Tchernobil


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Tóquio - O acidente em uma central nuclear na cidade de Fukushima, no Japão, após o forte terremoto que atingiu o país anteontem, foi classificado como de nível 4 na Escala Internacional de Sucessos Nucleares, que vai de 0 a 7. A classificação é a terceira mais alta já concedida, ficando atrás apenas do acidente em Three Mile Island, nos Estados Unidos, em 1979 (nível 5), e de Tchernobil, em 1986 (grau 7).

A classificação 4 qualifica acidentes "com consequências de alcance local", segundo documentos da AIEA (Agência internacional de Energia Atômica).

O termo anomalia é utilizado para o nível 1 e, incidente, para os níveis 2 e 3. O nível 4 é o pior até o momento no Japão, de acordo com a Agência Japonesa de Segurança Nuclear e Industrial.

O reator Daiichi 1, ao norte da capital Tóquio, começou a vazar radiação depois que o terremoto de magnitude 8,9 causou um tsunami, prontamente levantando temores de um derretimento nuclear. O sistema de resfriação do reator nuclear falhou após os tremores, causando uma explosão que rompeu o telhado da usina.

O governo insistiu que os níveis de radiação eram baixos. Segundo a agência de notícias japonesa Jiji, três trabalhadores sofreram exposição radioativa perto da usina de Fukushima.

Esta foi a primeira vez que o Japão confrontou uma ameaça significativa de radiação desde os ataques com bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki, em 1945, que resultaram em mais de 200 mil mortes.

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