Você já comprou um aparelho celular e depois de alguns meses ele apresentou defeito? Saiba que não é o único. Com a facilidade da compra de aparelhos e uma diversidade de operadoras oferecendo promoções tentadoras, alguns brasileiros agora possuem mais de um aparelho celular.
Isso fez com que os fabricantes aumentassem a produção de aparelhos para suprir a demanda de consumidores, o que pode ter sido um ponto crucial no aumento das reclamações relacionadas a defeitos nesses aparelhos.
Em junho de 2009, Amanda Araújo, 21 anos, resolveu comprar um novo celular. A tecnologia avançada de teclas sensíveis ao toque era uma das mais atuais no momento. Ela desembolsou R$ 900,00, divididos em três parcelas, para poder comprar o celular que tanto sonhava.
Passados nove meses desde a aquisição do aparelho, as teclas já não funcionavam mais corretamente. Amanda passou então a usar o teclado comum do celular, que pouco mais tarde começou também a apresentar defeito.
"Eu tentei levar em uma assistência técnica comum para ver o quanto precisaria desembolsar no conserto e ficava cerca de R$ 100,00. Então, faltando um dia para acabar o prazo de garantia de um ano, resolvi levar na assistência técnica autorizada do fabricante", contou.
Lá o aparelho ficou por um mês, prazo que os funcionários da empresa afirmaram que devolveriam o eletrônico com o defeito já resolvido. No entanto, isso não aconteceu.
"Eles disseram que a empresa tinha que mandar uma peça. A empresa disse que já havia enviado a peça para a assistência. Esperei ainda mais quatro meses e resolvi registrar a minha reclamação no Procon", acrescentou Amanda.
Depois da queixa uma audiência de conciliação foi marcada. Nela, ficou acordado junto à advogada da empresa que o valor de R$ 900,00 seria ressarcido em até 30 dias úteis, o que não aconteceu. Agora Amanda espera sem previsão uma decisão do Juizado Cível de Pequenas Causas para ter o valor pago de volta.
"Eu fiquei um mês sem celular e a minha sorte foi que meu pai tinha outro aparelho para me emprestar. Estou com esse aparelho até hoje. O outro continua na mesma assistência técnica", finalizou.
Segundo Rodrigo César Bueno Noronha, coordenador interino do Procon de Bauru, o procedimento deve ser o mesmo para todas as reclamações de produtos com defeito. Primeiro o consumidor deve entrar em contato com o fabricante. Este deve disponibilizar um conserto do produto dentro de 30 dias. Caso isso não aconteça, o comprador já pode registrar reclamação no Procon.
A partir do dia do registro, é necessário esperar uma resposta do fabricante que deve chegar dentro de 30 dias.
"Se ele der uma resposta imediata como a autorização para troca ou ressarcimento, a queixa será finalizada. Caso o acordo não aconteça, então é marcada uma audiência de conciliação. Se o acordo entre as partes não for feito nessa audiência, o caso segue para o Juizado Cível de Pequenas Causas, onde o juiz julgará qual das partes está com a razão", pontuou.