Internacional

ONU sem consenso sobre zona de exclusão aérea na Líbia


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Nações Unidas - O Conselho de Segurança da ONU discutiu ontem a proposta de autorizar uma zona de exclusão aérea na Líbia, mas não houve consenso na reunião dos 15 membros do órgão, e a Rússia disse que surgiram questionamentos sobre o tema.

A França, que ao lado da Grã-Bretanha defende uma proibição forçada dos voos militares sobre o país do norte da África, disse esperar que a decisão da Liga Árabe de pedir ao conselho da ONU que imponha uma zona de exclusão aérea convença os membros contrários à ideia a mudar de opinião.

"Agora que há o comunicado da Liga Árabe, nós esperamos que isso mude o jogo para os outros membros do conselho", disse o embaixador francês na ONU, Gerard Araud, antes do encontro a portas fechadas.

Após o encerramento da reunião, Araud disse que ainda estava confiante em conseguir a aprovação da resolução impondo a exclusão aérea. "É possível", disse. "Não houve uma recusa total. Houve preocupações, questionamentos, mas acredito que estamos progredindo."

Segundo ele, o conselho deve agir com urgência devido à situação na Líbia, onde forças leais ao líder Muammar Gaddafi lançaram uma contraofensiva violenta contra os rebeldes que tentam derrubá-lo do poder após 41 anos de governo

O embaixador russo Vitaly Churkin disse a repórteres que o conselho ainda não estava pronto para votar a resolução da zona de exclusão aérea, e que vários membros do órgão solicitaram mais informações

Além dos EUA, Rússia e Alemanha, outros integrantes do conselho com dúvidas quanto a uma resolução que aprove a exclusão aérea incluem o Brasil e a África do Sul.

Contra ataque


Ontem, forças pró-ditador Muammar Gaddafi continuaram com a ofensiva que obrigou rebeldes a recuar nos últimos dias com ataques a Ajdabiyah, última grande cidade antes de Benghazi, bastião opositor.

também ontem, forças de Gaddafi retomaram a pequena cidade costeira de Zuwarah, encerrando uma das últimas rebeliões no oeste da Líbia, após um dia em que muitos moradores fugiram da artilharia pesada.

As tropas legalistas iniciaram seu ataque durante a manhã, aproximando-se pelo oeste, leste e sul, e lutando para ocupar uma cidade que estava relativamente tranquila desde o início da insurreição contra Gaddafi no mês passado.

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