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Chuva leva Paraná à calamidade pública

Folhapress
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Curitiba - O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), decretou estado de calamidade pública para os municípios de Morretes e Antonina, no litoral do Estado, em razão das chuvas que destruíram parte das localidades.

A Defesa Civil também preparava os documentos para que fossem homologados pelo governo estadual os decretos municipais de situação de emergência de Paranaguá e Guaratuba. Com as medidas é possível tornar mais ágil a contratação de serviços e a realização de obras de recuperação e de atendimento à população.

Os dados da Defesa Civil apontavam, na tarde de ontem, problemas em oito municípios do Paraná, com a confirmação de quatro mortes - duas em Antonina, uma em Morretes e outra em Honório Serpa, na região sul. Uma pessoa segue desaparecida em Morretes.

Mais de 3 mil residências foram danificadas, afetando a vida de cerca de 31 mil pessoas. Dessas, 14.363 tiveram de abandonar as residências abrigando-se em casas de amigos ou parentes. Outras 2.487 pessoas dependiam de abrigos públicos.

Na manhã de ontem, a presidente Dilma Rousseff telefonou ao governador para receber um informe da situação vivida pelos moradores do litoral. Ela determinou o envio de uma ponte metálica do Exército, que está em Porto União (SC), na divisa com o Paraná.

A ponte facilitará o acesso entre a BR-277 e Morretes. Em razão da queda ou avarias em pontes, o tráfego entre Curitiba e o litoral estava sendo feito de forma lenta. O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, deve visitar hoje as áreas afetadas pelas chuvas.

Segundo a Defesa Civil, um dos maiores problemas, particularmente para Antonina e Paranaguá, era a falta de água potável. Em Paranaguá o desabastecimento é quase total. A previsão é de que metade seja restabelecida até amanhã. Enquanto isso, a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) já mandou 540 mil litros de água e cinco caminhões-pipa ajudam na distribuição. As aulas foram suspensas durante esta semana em Paranaguá.

A BR-376, que liga Paraná e Santa Catarina, continua totalmente interditada a partir do km 630 até o km 27 da BR-101, sua continuidade em território catarinense, por causa de um deslizamento de terra entre os km 657 e 672. O desvio para quem sai de Curitiba é a BR-116 até Mafra, onde acessa a BR-280 e a Serra Dona Francisca, chegando ao km 27 da BR-101, em Pirabeiraba. Para quem está em Santa Catarina, o recomendado é fazer o caminho inverso.


Santa Catarina


Subiu para oito o número de cidades de Santa Catarina em situação de emergência em decorrência das chuvas que atingem a região. Os últimos municípios a fazerem o decreto são Ilhota, Nova Trento, Pomerode e Rio Negrinho.

Já estavam em emergência Brusque, Santo Amaro da Imperatriz, São João Batista e Schroeder. Ao todo, mais de 620 mil pessoas foram afetadas pelas chuvas dos últimos dias e 25 cidades relataram problemas.

Além disso, mais de 14 mil pessoas tiveram que deixar suas casas. De acordo com a Defesa Civil, 13.501 pessoas estão desalojadas, ou seja, estão em casa de parentes ou amigos, e outras 820 estão desabrigadas - precisaram ser encaminhadas para abrigos públicos.


Maranhão


O Maranhão já registra seis cidades em situação de emergência por causa das chuvas. O grande volume de água nas últimas semanas provocou cheia nas bacias dos rios Mearim, Itapecuru, Tocantins e Parnaíba. Outras sete cidades estão sendo monitoradas pela Defesa Civil, de acordo com relatório divulgado ontem.

Segundo o relatório, a cidade mais afetada é Trizidela do Vale, no Interior do Estado, com 2.763 desalojados e 3.564 desabrigados. No total, já foram registrados 4.332 desalojados e 7.175 desabrigados. As outras cidades afetadas são Bacabal, Coroaté, Igarapé Grande, Pedreiras e São Luís Gonzaga do Maranhão.

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