São Paulo - Um grupo de 72 defensores públicos de São Paulo resolveu romper com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e pediu o desligamento na seccional paulista. Eles começaram a deixar os quadros porque passaram a entender que uma lei aprovada no Congresso em 2009, sobre a organização das defensorias no País, acabou com essa obrigatoriedade.
Como juízes e promotores, defensores não querem mais estar subordinados a questionamentos da OAB, o que acontece hoje com advogados. Hoje, defensores e procuradores podem ser punidos pela Ordem.
Os 72 defensores que pediram desligamento representam 14% dos 500 profissionais no Estado. São, porém, um número muito pequeno diante dos mais de 300 mil inscritos na OAB-SP.
Para defensores ouvidos pela reportagem, o temor da OAB é perder o poder de fiscalização sobre a categoria e, dessa forma, não ter como pressionar os profissionais.
A OAB reagiu a esse movimento e comunicou à Justiça e ao Ministério Público um suposto exercício ilegal da profissão. Para a entidade, a lei obriga os defensores a serem inscritos como advogados para atuar e, por esse entendimento, seus atos profissionais podem até anular um processo.
A seccional paulista também solicitou à Defensoria Geral que exonere todos os defensores que se desligaram da Ordem.